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Greve geral foi "alerta vermelho para o Governo e para o Presidente da República"

A CGTP apelou ao veto do OE pelo Presidente da República e ao fim do memorando da Troika. Num dia de "luta pelo crescimento económico", a organização sindical considerou que Passos Coelho deve pedir desculpa pelas promessas que não cumpriu.

Rita Dias Baltazar rbaltazar@negocios.pt 14 de Novembro de 2012 às 19:59
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Arménio Carlos, líder da CGTP, disse que esta foi uma “extraordinária greve geral” e “um acto de coragem”que serviu como “alerta vermelho para o Governo e para o Presidente da República”.

O líder da organização sindical destacou que em todas as manifestações se tem visto uma “solidariedade intergeracional” e afirmou que “uma greve como a que fizemos hoje é um acto de coragem”.

Na conferência de imprensa, Arménio Carlos destacou que “na Madeira se realizou a maior greve geral de sempre”. Quanto aos incidentes ocorridos em frente à Assembleia da República, o dirigente afirmou que a CGTP “lamenta profundamente o que se está a passar”.

A organização sindical defende o fim do memorando da troika e apela ao veto do Presidente da República ao Orçamento do Estado. Na greve de hoje, a CGTP esteve “a lutar pelo crescimento económico” e o líder sindical considerou que “quem luta pelo crescimento não subscreve este orçamento”.

As previsões da CGTP apontam para uma recessão de 2,5% no próximo ano, revelou Arménio Carlos que aconselhou o Presidente Aníbal Cavaco Silva a consultar os dados do Banco de Portugal.

O dirigente sindical disse que o Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, “tem medo dos portugueses” e acrescentou que o chefe do Governo “prometeu coisas que não cumpriu”. Na opinião de Arménio Carlos, Passos Coelho “se tiver um pouco de dignidade, deve pedir desculpas”.

Nas palavras do sindicalista, aqueles que participaram nesta greve sabem que deram um contributo significativo para o avançar do país, já que “persistir neste caminho” conduzirá a um “precipício”.

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