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Mário Soares faz veemente apelo ao bom senso de partidos e parceiros sociais

O ex-Presidente da República Mário Soares fez hoje um veemente apelo ao “bom senso” dos partidos e dos parceiros sociais para que Portugal ultrapasse a conjuntura de crise, dizendo que essa atitude é “fundamental” para o país.

Lusa 11 de Outubro de 2010 às 22:21
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O ex-Presidente da República Mário Soares fez hoje um veemente apelo ao “bom senso” dos partidos e dos parceiros sociais para que Portugal ultrapasse a conjuntura de crise, dizendo que essa atitude é “fundamental” para o país. Mário Soares falava após ter recebido o título de doutor honoris causa pela Universidade de Lisboa, numa cerimónia presidida pelo chefe de Estado, Cavaco Silva.

No seu discurso, o ex-chefe de Estado e fundador do PS referiu-se à crise que atravessa a União Europeia e, por consequência, Portugal.

“Temos de ultrapassar as dificuldades, como no passado sempre o fizemos. Em primeiro lugar, lutando contra o derrotismo e o desânimo; depois, confiando em Portugal e nos portugueses”, declarou Mário Soares.

O ex-Presidente da República deixou a seguir um claro apelo dirigido às forças políticas e aos parceiros sociais.

“Acredito que o bom senso entre os partidos e os parceiros sociais vai prevalecer. É fundamental que assim aconteça. Pensemos sempre que atrás do tempo, tempo vem”, disse.

Na sua intervenção, que foi muito aplaudida pela plateia, Mário Soares disse que foi sempre um “aluno modesto” da Universidade de Lisboa e que a sua paixão “foi sempre a política com ‘pê’ grande, ao serviço desinteressado da pátria, da República, da liberdade e dos portugueses”.

“É o que posso transmitir-lhes senhores professores e estudantes. Agi sempre contra a corrente da propaganda dominante durante a ditadura”, afirmou, antes de salientar que a nossa sociedade está actualmente confrontada com um mundo em mudança.

“Com a minha idade vi muitas coisas, mas os valores éticos e republicanos ficam. Os valores e as pessoas contam, os problemas passam muitas vezes como a poeira do tempo. As pátrias ficam, sobretudo quando têm uma História”, salientou já na parte final do seu discurso.

O discurso de Mário Soares seguiu-se aos do ex-Presidente da República Ramalho Eanes e do reitor da Universidade de Lisboa, Sampaio da Novoa.

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