Orçamento do Estado Maioria diz que há restaurantes a mais, esquerda fala em "hipocrisia total"

Maioria diz que há restaurantes a mais, esquerda fala em "hipocrisia total"

Deputados do PSD e do CDS disseram esta manhã em Plenário que um dos problemas do sector da restauração é o excesso de estabelecimentos, com base na AHRESP. PS e Verdes dizem que se trata de um problema ideológico.
Maioria diz que há restaurantes a mais, esquerda fala em "hipocrisia total"
Bruno Simões 27 de novembro de 2012 às 11:41

"A AHRESP [Associação da Hotelaria, Restauração e Similares] foi a primeira a reconhecer que devia haver combate à evasão fiscal" e "reconheceu que há estabelecimentos em excesso" e a "necessidade de regular o sector", afirmou o deputado do CDS Hélder Amaral. Já antes, o deputado Virgílio Macedo, do PSD, esclareceu que há "um excesso de estabelecimentos" de restauração, sublinhando mais tarde que estava a falar com base no que ouviu das associações do sector.

 

Pelo PS, a deputada Hortense Martins criticou estas declarações. "É uma hipocrisia total, é um problema ideológico. Estão contra o sector da restauração", lamentou. "Só faltou o partido do contribuinte vir aqui dizer que o problema do sector são as lanchonetes. É ridículo, senhor deputado", destacou.

 

José Luís Ferreira, d’Os Verdes, sugeriu que a subida do IVA no sector da restauração estava ligada a este facto. "Hoje percebemos o motivo de subir o IVA. Há restaurantes a mais! Então fechem-se restaurantes. Finalmente há um motivo plausível. Finalmente, começo a compreender os motivos", sustentou.

 

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, deu duas justificações para subir o IVA do sector para 23%, algo que já se verificou este ano e que não será alterado no Orçamento do Estado para 2013. "A maioria dos estados membros da União Europeia aplica a taxa normal do IVA ao sector da restauração", afirmou. "No plano nacional, é preciso ter em conta o esforço que está a ser pedido a todos sectores da economia", justificou. O governante disse que está disponível para discutir as várias alternativas com os representantes do sector.

 

Hortense Martins deixou, contudo, uma farpa a Paulo Núncio: "Para aumentar o IVA não precisou de nenhum estudo, pois não?"




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