Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Sondagem: País também se divide na avaliação ao Orçamento do Estado

A sondagem da Aximage acerca da avaliação que os inquiridos fazem ao orçamento do Estado para 2016 mostra uma divisão entre aqueles que consideram "ser positivo para o país" (44,5%) e os que pensam ser "negativo" (41,0%).

Miguel Baltazar/Negócios
David Santiago dsantiago@negocios.pt 16 de Março de 2016 às 08:00
  • Assine já 1€/1 mês
  • 17
  • ...

Depois de o país ter ficado praticamente "partido ao meio" após as eleições legislativas de 4 de Outubro, também a avaliação feita ao Orçamento do Estado para 2016, ainda em discussão parlamentar na especialidade, se divide entre quem faz uma avaliação positiva e quem dá nota negativa.

 

A sondagem da Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã mostra que 44,5% dos inquiridos consideram que o Orçamento "é positivo para o país", enquanto 41,0% acredita que "é negativo para o país". Já 6,9% não acha que seja "nem positivo, nem negativo" e 7,6% não tem opinião sobre o assunto.

 

Entre os eleitores que, se houvesse novas legislativas em Março, votariam nos partidos da esquerda parlamentar, são os votantes da CDU os que maioritariamente avaliam positivamente o Orçamento do Estado. 85,4% dos inquiridos que votariam na coligação entre comunistas e Verdes consideram que se trata de um Orçamento "positivo para o país", proporção que baixa para 77,0% no eleitorado do PS e para 74,2% entre os eleitores do Bloco de Esquerda.

 

Do lado dos eleitores do CDS, partido que ao contrário do PSD está a discutir e já apresentou propostas de alteração ao Orçamento do Estado, que foi aprovado na generalidade, 28,9% dos inquiridos vêem como "positivo" o Orçamento. Pela parte dos eleitores do PSD a apenas 16,2% fazem uma avaliação positiva.

Já entre os abstencionistas em hipotéticas eleições no presente mês, são mais os inquiridos que dão nota negativa (43,0%) ao Orçamento do que aqueles que o consideram "positivo" (35,9%) e do que os que nem uma coisa, nem outra (9,2%).

 

Maioria absoluta acha que o PSD "fez mal" ao escusar-se de apresentar propostas

 

A atitude adoptada pelo PSD de não apresentar, durante a discussão na especialidade em curso, quaisquer medidas alternativas ao Orçamento aprovado com os votos favoráveis do PS, BE e CDU, foi mal recebida pela maioria absoluta dos inquiridos.

 

Para 62,2% dos inquiridos pela Aximage, o partido presidido por Passos Coelho "fez mal" e apenas 32,8% consideram que "fez bem". À excepção dos 59,4% dos inquiridos que votariam no PSD num eventual novo acto eleitoral neste mês de Março e que avaliam positivamente a posição social-democrata, a maior parte dos eleitores que votariam nas restantes forças – PS (83,2%), BE (80,8%) e CDU (94,0%) - julga que os social-democratas fizeram "mal" ao se auto-excluírem do processo de discussão orçamental.  

 

Governo do PSD apresentaria um Orçamento pior

 

Para 48,3% dos inquiridos, se fosse o PSD a liderar o Governo português, o Orçamento de 2016 seria "pior que o que foi aprovado" e apresentado pelo Executivo chefiado por António Costa. Pelo contrário, 30,7% pensa que um Governo protagonizado pelo PSD conseguiria apresentar um Orçamento do Estado em 2016 "melhor que o que foi aprovado".

 

Segmentando tendo em conta as inclinações de voto perante uma hipotética repetição de legislativas, a grande maioria dos eleitores do PS (89,1%), do BE (77,2%) e da CDU (84,4%) considera que um Governo do PSD apresentaria um Orçamento "pior que o que foi aprovado".

 

Lógica inversa é a observada junto dos inquiridos que prefeririam votar nos partidos que formavam o anterior Executivo e que se apresentaram juntos às eleições de Outubro último. 69,4% dos inquiridos que votariam PSD e 73,6% dos que optariam pelo CDS acreditam que um Governo liderado pelos sociais-democratas faria um Orçamento "melhor que o que foi aprovado".


FICHA TÉCNICA Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.
Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 609 entrevistas efectivas: 292 a homens e 317 a mulheres; 59 no Interior Norte Centro, 88 no Litoral Norte, 107 na Área Metropolitana do Porto, 112 no Litoral Centro, 168 na Área Metropolitana de Lisboa e 75 no Sul e Ilhas; 112 em aldeias, 149 em vilas e 348 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.
Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 1 a 4 de Março de 2016, com uma taxa de resposta de 82,9%.
Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 609 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).
Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.
Ver comentários
Saber mais Orçamento do Estado Sondagem Aximage PS PSD BE CDU CDS Passos Coelho António Costa
Outras Notícias