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Passos: OE 2014 vai “levar mais longe” a redução do défice

Primeiro-ministro explicou o que quis dizer com “choque de expectativas” em relação às medidas constantes no Orçamento para o próximo ano. O documento, garante, levará mais longe a redução do défice.

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Rita Faria afaria@negocios.pt 09 de Outubro de 2013 às 11:00
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“Não há nenhuma razão para se esperar que o Orçamento de 2014 não sejam um Orçamento para levar mais longe a redução do défice. É disso que precisamos para recuperar a confiança dos investidores”, disse Pedro Passos Coelho, na Convenção Empresarial promovida pela AIP, com o objectivo de explicar o que quis dizer na véspera quando aludiu ao risco de o novo Orçamento produzir um “choque de expectativas”.

 

"Procurando não travar a recuperação económica que já se iniciou", o Orçamento (que terá de ser apresentado até terça-feira, 15 de Outubro) não irá "contrariar a expectativa de redução do défice" nominal e estrutural, via "despesa pública", precisou o chefe do Governo.

 

O primeiro-ministro insistiu que é necessário reduzir o défice e "reduzir de forma ainda mais expressiva a despesa estrutural do Estado", sem o qual a situação orçamental permanecerá em desequilíbrio deixando o país "refém do mais pequeno lapso, da mais ínfima quebra de confiança".

 

No que respeita aos juros que o País paga pelos empréstimos internacionais, Passos Coelho explicou que o fundo europeu cobra a Portugal praticamente o mesmo preço a que consegue angariar o dinheiro nos mercados internacionais, pelo  que pensar que poderemos ter poupança em relação a esses juros “é o mesmo que pedir aos outros países que paguem parte dos juros”.

 

O primeiro-ministro lembrou que, no caso da Grécia, houve medidas de excepção, mas “a Grécia é um caso único” e “acredito que Portugal não o seguirá, por isso não podemos exigir as mesmas condições”. Passos Coelho esclareceu que o problema de Portugal não está nos juros que estamos a pagar, mas sim no stock da dívida que acumulámos. “O que temos de fazer é reduzir essa dívida”, sublinhou.

 

“Há aqueles que insistem que precisaremos de aligeirar estes custos e até precisaremos de soluções para um certo nível de mutualização de dívida”, afirmou Passos Coelho, acrescentando que “não podemos excluir essa possibilidade”. Num recado implicitamente dirigido a António José Seguro, o primeiro-ministro explicou que “isso nunca acontecerá de forma a aumentar a nossa margem para a indisciplina financeira”. Até porque qualquer solução desse tipo “implicaria perda de soberania e perda de margem de manobra orçamental”.

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