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Patrões consideram "dramático" Portugal viver 2011 sem um Orçamento

A CAP, CCP, CIP e CTP consideram que quer os mercados financeiros quer os parceiros da União Europeia "não entenderiam" que Portugal não tivesse um OE que "credibilizasse" os compromissos com o défice.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 28 de Outubro de 2010 às 13:14
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As confederações reuniram para analisar o impacto da ruptura das negociações entre Governo e PSD e “vêem com muita preocupação as consequências da não aprovação do Orçamento de Estado para o próximo ano” porque embora saibam que este “não é o Orçamento de que o País precisa para encetar um processo sustentado de recuperação da sua economia”, consideram que “seria dramático que, na actual conjuntura, Portugal vivesse o ano de 2011 sem um novo Orçamento aprovado pela Assembleia da República”.

A mesma fonte acrescenta que “os mercados financeiros e os nossos parceiros da União Europeia não entenderiam que Portugal não conseguisse dispor de um O.E. que credibilizasse os muito exigentes compromissos assumidos de redução do défice orçamental em 2011 e, por certo, a economia portuguesa e as empresas iriam sofrer os efeitos do descrédito daí resultante”.

“É responsabilidade patriótica dos políticos ter visão de futuro, comprometendo-se com o País na procura das soluções adequadas para resolver o grave impasse em que todos nos encontramos”, sublinham as confederações avisando que sem um novo OE “não será viável reduzir o défice das contas públicas em cerca de 3 p.p. nem dispor de um conjunto de medidas exigentes e credíveis que responsabilize o Governo pela sua execução e que defina os meios para fiscalizar o seu cumprimento”.

Confederações apelam para que se coloque o interesse do País acima do confronto político-partidário


Por isso, as confederações patronais “fazem um apelo ao Governo e aos grandes partidos políticos com assento parlamentar para colocarem o interesse do País acima das lógicas e do confronto político-partidário e para desenvolverem todos os esforços negociais no sentido de permitirem a restauração da confiança dos mercados financeiros e das empresas, como condição para a recuperação económica”. Porque “está em causa a soberania nacional, a sobrevivência económica do País, a estabilidade social e a esperança dos portugueses no seu próprio futuro”.

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