Orçamento do Estado PCP : "Votamos este OE de olhos postos no futuro. Muitas batalhas ficam por travar"

PCP : "Votamos este OE de olhos postos no futuro. Muitas batalhas ficam por travar"

Os comunistas elogiam o Orçamento, que vão viabilizar, mas lembram que há ainda "batalhas para travar" e que em breve voltarão a trazer à discussão a renegociação da dívida e o futuro da banca, nomeadamente do Novo Banco.
PCP : "Votamos este OE de olhos postos no futuro. Muitas batalhas ficam por travar"
Miguel Baltazar
Filomena Lança 16 de março de 2016 às 11:55

"O PCP salienta o sinal de mudança que este Orçamento do Estado (OE) comporta", mas "não seleccionamos o que nos agrada ignorando o resto", declarou esta quarta-feira, 16 de Março, o deputado comunista João Oliveira, na sua intervenção durante a sessão de encerramento do debate na especialidade do OE para 2016. Este OE "prova que há outro caminho", sendo que "a reposição de direitos não é uma dádiva de um Governo, mas o resultado da luta que o povo português soube travar", sublinhou, destacando a participação do seu próprio partido no processo de viabilização do Governo à esquerda liderado por António Costa.

 

"A proposta inicial de OE dava concretização a um conjunto de medidas aprovadas nos últimos meses e dava outras de sinal igualmente positivo" e a versão final "leva mais longe as propostas contidas nessa proposta inicial", salientou o líder parlamentar do PCP, destacando algumas das propostas do seu partido que foram aprovadas, como a gratuitidade dos manuais escolares para alunos do 1º ano, o apoio extraordinário aos desempregados que ficam sem protecção social no desemprego, a redução da taxa máxima do IMI para os 0,45% ou a promessa de revisão do IAS já em 2017.

 

No entanto, acrescentou João Oliveira, também "identificamos as medidas de que discordamos" e "nos próximos meses o PCP trará à discussão" temas como "a renegociação da divida ou o futuro a banca" e mais exactamente do Novo Banco, prometeu.

 

"Não permitiremos que se apague a memória da acção do anterior Governo", da "pobreza e miséria que deixaram" e da sua "política de desastre nacional", garantiu o deputado, que não deixou passar a oportunidade de deixar críticas à direita. Ao PSD, que "está em estado de negação porque se recusa a aceitar a derrota que lhe foi imposta nas eleições e os problemas que deixou ao país" e optou por "pôr os contadores a zero". E ao CDS que "usa outra via" e em que "a ordem é para limpar rapidamente a imagem e apagar todos os vestígios do passado. Nem que para isso tenham de sacudir o anterior partido de coligação e aprovar algumas medidas que no passado recusavam".




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