Orçamento do Estado PCP apela aos portugueses que façam de 2013 "um ano de derrota do Governo"

PCP apela aos portugueses que façam de 2013 "um ano de derrota do Governo"

O Partido Comunista Português (PCP) criticou hoje o Presidente da República por ter promulgado o Orçamento de Estado (OE) para 2013 e apelou aos portugueses para que façam do próximo ano "um ano de derrota do Governo".
Lusa 31 de dezembro de 2012 às 14:16

A promulgação do OE é "um acto inaceitável que irá contribuir para que milhões de trabalhadores e reformados no próximo ano vejam as suas condições de vida degradarem-se e muitos possam cair no desemprego e na pobreza", disse à Lusa o deputado do PCP José Lourenço.

 

O Presidente da República promulgou na passada sexta-feira o Orçamento do Estado para 2013, documento que foi hoje enviado para publicação em Diário da República, indica a página da Assembleia da República na Internet.

 

José Lourenço frisou que "os portugueses já sabiam que tinham um primeiro-ministro demente, pois na oposição achava a carga fiscal excessiva e no Governo eleva a carga fiscal para níveis incomportáveis. Mas agora sabem também que têm um Presidente da República que jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição da República e perante um OE destes promulga-o".

 

"Pode dizer-se que estão bem um para o outro. Quem está mal, e cada vez pior, são os trabalhadores portugueses, o povo e o país", acrescentou.

 

Sublinhando ser o "pior OE desde o 25 de Abril", o deputado do PCP criticou ainda Cavaco Silva por ter "ignorado os apelos dos mais variados quadrantes políticos para que o vetasse dadas as suas inúmeras inconstitucionalidades".

 

O PCP apela aos portugueses que "façam uso de todos os direitos que a Constituição prevê, que façam de 2013 um ano de luta e de derrota deste Governo e que abram caminho a um Governo patriótico e de esquerda para Portugal".

 

José Lourenço lembrou ainda que o PCP, juntamente com outros partidos, vai solicitar a inconstitucionalidade sucessiva do OE.

 

Sublinhando que Cavaco Silva "devia ter vetado" o documento, o deputado concluiu afirmando que, ao decidir não usar esse poder, o Presidente mostrou como "entende este orçamento e os impactos que vai ter sobre os portugueses.




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