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PCP garante aprovação do Orçamento na primeira votação parlamentar

Depois do Bloco, o PCP confirma também o voto favorável, na generalidade, à proposta do Executivo. A Função Pública e as pensões vão ser os campos de batalha até 29 de Novembro.

Miguel Baltazar / Negócios
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 24 de Outubro de 2016 às 10:31
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Jorge Cordeiro, membro do secretariado do comité central do PCP, assegurou esta segunda-feira, 24 de Outubro, que o partido vai votar favoravelmente, na generalidade, a proposta do Orçamento do Estado para 2017.

Em declarações à TSF, o dirigente comunista apontou "alguns elementos positivos" no documento do Governo e confirmou o aval do partido. Há dois dias, Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, tinha feito o mesmo anúncio, com o argumento de que "no deve e no haver, quem vive do trabalho será mais respeitado" no próximo ano.

Com o voto favorável dos 15 deputados comunistas somado aos 86 do PS e aos 19 do Bloco, é já certo que o OE2017 vai passar a primeira votação na Assembleia da República, agendada para 4 de Novembro. A votação final só irá ser realizada a 29 de Novembro, já depois do debate na especialidade.

E é na Comissão de Orçamento e Finanças que os partidos da esquerda vão tentar alterar a proposta apresentada pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, a 14 de Outubro. Os grandes campos de batalha à esquerda do PS são o fim da sobretaxa no IRS já em Janeiro e também o aumento mais generalizado das pensões.

Jorge Cordeiro apontou aos microfones da TSF que o Orçamento do Estado "[terá] de ir mais longe", por exemplo, no que toca à administração pública e acrescentou que o grupo parlamentar comunista vão manter a pressão sobre a equipa de António Costa para que haja um aumento de dez euros para todas as pensões.

Mesmo sublinhando que não entrará num "leilão orçamental", também o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, garantiu já que o maior partido da oposição vai sugerir propostas de alteração em sede de especialidade, ao contrário da opção de renúncia tomada há alguns meses, aquando do debate do Orçamento para 2016.

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