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PCP não quer que Governo caia

O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, disse hoje em Guimarães que aos comunistas não interessa que o Governo caia, já que só pode haver eleições em Maio, interessa, sim, “uma ruptura completa com a actual política”.

Lusa 16 de Outubro de 2010 às 20:09
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Para Jerónimo de Sousa, “a questão não está no Governo cair ou não cair, pois é óbvio que não pode haver eleições antecipadas antes de Maio, e mesmo que caísse este Governo ia outro [igual] para lá”, afirmou, sustentando que “não vale a pena substituir o executante se se mantém a mesma política”.

O dirigente partidário falava aos jornalistas durante a visita que hoje efectuou ao centro histórico de Guimarães, durante a qual foi acompanhado pelas explicações de um historiador local. À noite, preside a um comício do partido.

Jerónimo Sousa disse que o que os comunistas exigem e reclamam é um orçamento que corresponda ao interesse nacional e dos portugueses, avisando que se criou "um equívoco monstruoso", o de se andar a falar se o orçamento passa, se o PSD vota ou não, quando o que importa é que, com "este orçamento", Portugal vai "por mau caminho”.

Questionado sobre quais as políticas orçamentais alternativas que o PCP propõe, Jerónimo Sousa apontou, “desde logo, uma outra política fiscal, designadamente em relação à taxação da banca”.

“Como é que se admite que a banca tenha pagado 70 milhões de euros, 4,35 por cento de IRC, quando um pequeno empresário paga 20 por cento", questionou.

Jerónimo de Sousa referiu ainda que as taxas sobre as operações bolsistas não são aplicadas e lamentou que o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, “não tenha explicado como é que a receita da taxa a aplicar à banca vai ser aplicada”.

“Não foi explicado se vai ser para a redução do défice se para criar um mealheiro a que os próprios bancos podem recorrer em situação de dificuldade”, acrescentou.

Sobre as declarações de hoje de Teixeira dos Santos acerca do Orçamento de Estado para 2011, o líder do PCP disse que as ouviu “de relance”, mas considerou que “traduzem uma visão optimista, já que considera que apenas vai haver estagnação”.

“O que se verifica é que se vão reduzir importações e exportações, o que leva a uma conclusão óbvia: em 2011 a situação do país vai agravar-se”, lamentou.

O PCP considera ainda que esta proposta de Orçamento “é injusta e não responde às necessidades do país”, pelo que vai apresentar “um conjunto de propostas que visam corrigir esses entorses”.

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