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Principais editoriais destacam dureza do Orçamento

Os editoriais dos principais jornais de hoje são unânimes ao considerar o novo Orçamento duro, apontam para inevitabilidade da sua aprovação e não poupam o governo de José Sócrates.

Francisco Cardoso Pinto franciscopinto@negocios.pt 16 de Outubro de 2010 às 13:58
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Os editoriais dos principais jornais de hoje têm, compreensivelmente, um tema comum: a proposta de novo Orçamento ontem apresentada. E as opiniões, neste caso, não se dividem.

O semanário Expresso, aproveita a primeira página para, numa posição inédita, defender a aprovação do Orçamento, classificando um eventual chumbo como “um passo para o abismo”. Ainda no Expresso, o director Henrique Monteiro escolhe o primeiro-minstro como alvo.

Sob o título “Sócrates, a fonte do problema”, Monteiro lembra as acusações lançadas pelo PS, aquando da apresentação de proposta de revisão constitucional do PSD, de que este quereria acabr com o Estado Social, afirmando que este Orçamento o “destrói”.

O director do Expresso termina a sua coluna de opinião identificando José Sócrates como “uma parte importantes do problema político e económico do país” e vaticinando que, não obstante o primeiro-ministro vir a ter o Orçamento aprovado, “não o merece e se houver justiça há de pagar pelo que fez”.

Nicolau Santos, do mesmo semanário, não poupa nas metáforas para descrever a proposta de lei ontem apresentada. Para Nicolau Santos a mesma “só pode ser classificada como um saque brutal à bolsa dos contribuintes, um tsunami que arrasa toda a economia à sua passagem, uma bomba atómica que levará milhares de empresas a fechar as portas e milhões de cidadãos a passarem a viver bem pior a partir do próximo ano”.

O director-adjunto do Expresso, defende que se trata do “Orçamento do FMI, da Comissão Europeia e dos mercados”, adiantando que José Sócrates o “defende com a mesma convicção que defendeu o seu oposto”. Ainda assim, para Nicolau Santos “não há volta a dar”. “É com este Orçamento que temos de convencer os mercados e convencer-nos a nós que, no final, ainda estaremos vivos, apesar de mais pobres”.

O “Público” classifica o Orçamento de Estado de “amargo”. Ainda assim, é mais optimista que os directores do Expresso. “Sendo punitivo, há no seu diagnóstico e nas expectativas que deixa no ar uma ténue ambição que nos permite acreditar que se está a dar um passo atrás para se poder no futuro próximo recuperar a curva do crescimento”, pode ler-se no editorial do diário.

No “i” a ordem também é de ataque ao governo. O editorial do diário, escrito por Carlos Ferreira Madeira, tem como título “O preço de eleger maus governos é a asfixia fiscal”. Maus governos. E os maus governos não se cingem aaos de Sócrates que “têm imensa culpa neste caos, mas a origem do desastre antecede 2005: PSD e CDS não estão isentos de responsabilidade”.

E o “i” avisa: “pensar que em 2013 atingimos o défice de 2% do PIB sem PEC adicionais é pura ilusão”.

António Perez Metello, redactor principal do Diário de Notícias, refere que na sua experiência de acompanhamento da apresentação das propostas de Orçamento de Estado, não se lembra “de ter assistido, até ontem , à entrega formalmente integral do enunciado da proposta de lei do orçamento, com os respectivos anexos – como a lei manda – sem que se publicasse, ao mesmo tempo, o ‘Relatório’”.

Perez Meteello classifica a ausência do “relatório” como um “mau começo” uma vez que “remete a política para uma apresentação posterior, passadas dez horas”.

Armando Esteves Pereira, director-adjunto do Correio da Manhã, aborda igualmente o atraso na apresentação, afirmando que já “se tornou numa lamentável tradição de Teixeira dos Santos”. Quanto ao conteúdo da proposta refere que se trata de “um Orçamento terrível” e que é “um documento que tem razões para entristecer milhões de portugueses”.

No “Diário Económico”, António Costa classifica de “incompreensível” a forma como decorreu a entrega da proposta de lei e define o Orçamento como “o mais dificil dos últimos 25 anos”.

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