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PS diz que diplomacia económica de Portas é tiro de pólvora seca

O PS considerou hoje que a prioridade do Governo à diplomacia económica constituiu "um tiro de pólvora seca", mas o ministro dos Negócios Estrangeiros classificou como "bizarra" esta posição face aos "resultados alcançados".

Lusa 14 de Novembro de 2012 às 18:53
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"A sua obsessão pela diplomacia económica é um tiro de pólvora seca. Hoje não temos nem diplomacia económica nem diplomacia política", afirmou o deputado socialista Paulo Pisco perante o ministro Paulo Portas no debate na especialidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2013.

Na sua intervenção, Paulo Pisco criticou o orçamento destinado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, considerando-o muito baixo, criticou a "ausência de estratégia" na política externa portuguesa e considerou que a diplomacia económica "não tem resultados se as estruturas diplomáticas e do AICEP estiverem sem meios". "O esforço de contenção orçamental não tem razoabilidade", concluiu o deputado socialista.

Paulo Portas contrapôs que é possível "fazer melhor política externa racionalizando recursos e cortando desperdícios". "Dizer que não há diplomacia económica é no mínimo um pouco bizarro", afirmou o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, dando como exemplos os avanços ao nível da facilitação de vistos entre Portugal e Angola, acordos comerciais com a Venezuela e a abertura para venda de produtos como o azeite e o vinho no mercado brasileiro.

O ministro dos Negócios Estrangeiros negou ainda uma acusação do deputado socialista Paulo Pisco, segundo a qual a verba destinada às despesas do gabinete de Paulo Portas aumentará em 2013. "Isso não é verdade. Para o ano, temos de repor um dos subsídios", justificou.

No debate, o deputado do PS Jacinto Serrão criticou o Governo por não pressionar a União Europeia a favor de uma revisão do memorando da 'troika' (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia), tendo em vista dar mais tempo para que Portugal cumpra o seu programa de ajustamento. Paulo Portas, na resposta, pediu "humildade aos deputados socialistas. "Nenhum de nós estaria aqui a discutir este Orçamento se Portugal não tivesse sido atirado para uma situação de resgate", declarou o membro do Governo.

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