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PS: “Governo anterior falhou o défice pela quarta vez consecutiva”

Depois de ter visto o CDS/PP cavalgar as declarações do comissário europeu sobre o plano B, o PS riposta que certo, certo, é que em 2015 o défice também derrapou. As contas são da UTAO, e apontam para o quarto falhanço consecutivo nas previsões do anterior executivo.

João Galamba. Pasta provável: Sem sector atribuído
Vítor Mota/Correio da Manhã
Negócios 08 de Março de 2016 às 15:45
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Esta terça-feira de manhã o deputado João Almeida (CDS/PP) veio a terreiro exigir que o Governo e os partidos da esquerda divulguem o "plano B" de que lançarão mão caso as contas deste ano derrapem. À tarde, João Galamba (PS) respondeu-lhe com estimativas frescas da UTAO, segundo as quais o défice de 2015 terá ficado entre 3,2% e 3,4% do PIB – o que traduz o quarto falhanço consecutivo do anterior executivo.

 

Na conferência de imprensa agendada para o início da tarde nos Passos Perdidos, na Assembleia da República, João Galamba lembrou a informação técnica da UTAO, libertada este fim-de-semana, segundo a qual o défice orçamental de 2015 terá ficado, sem considerar o efeito Banif, entre 3,2% e 3,4% do PIB.

 

"Mesmo sem efeito Banif, depois de todas as medidas de congelamento de despesa de Dezembro, e tendo em conta as receitas que empolaram a execução de 2015, o défice fica entre 3,2% e 3,4%", sublinhou o deputado. Trata-se de um desvio mínimo de mil milhões de euros, e que significa que "o Governo anterior falhou mais uma vez as metas com que se comprometeu com Bruxelas. Falhou em 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015", enumerou o deputado, que devolve o repto aos partidos de direita, dizendo que "gostaria de ouvir o CDS e o PSD sobre este assunto misteriosamente tem mantido silêncio nesta matéria". 

Para João Galamba, não faz sentido discutir o que é incerto (uma possível derrapagem em 2016) em detrimento do que aquilo que já é certo (as execuções orçamentais dos anos precedentes, que apontam para erros de previsão em todos os anos). 

O porta-voz do PS tentou ainda esvaziar a polémica causada pelas declarações de Pierre Moscovici, dizendo que o comissário europeu já veio esclarecer que não quis acrescentar uma vírgula ao que já tinha afirmado em Fevereiro, e defendeu que todos os dados existentes até ao momento são optimistas. "A execução orçamental de Janeiro está em linha com o esperado e ainda só foram contabilizadas medidas que beneficiam o défice e nenhuma que o penalize", argumentou.

Esta terça-feira de manhã, o deputado João Almeida, em declarações à agência Lusa, afirmava que "não podemos concluir o processo de debate do orçamento na Assembleia da República não conhecendo tudo o que está em causa". Por isso, o deputado deixou "dois reptos: um ao Governo e outro aos partidos da esquerda, que já aprovaram na generalidade e aprovarão em votação final global o orçamento, para esclarecerem o que está em causa neste plano alternativo cuja letra já não atribuo porque já não sei em que letra vamos". 

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