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"É preciso combater a crença de que os sacrifícios estão a ser injustamente repartidos" (act)

O presidente da República recuperou hoje partes de discursos anteriores, repetindo que é preciso ter em conta que "há limites para os sacrifícios que se podem pedir aos portugueses", mas também impedir que se instale a ideia de que estes estão a ser injustamente repartidos.

Cavaco Silva recuperou hoje trechos do discursos com que tomou posse, em Março, e do que fez em Maio, aquando do pedido da ajuda externa, avisando que “há limites para os sacrifícios que se podem pedir ao comum dos cidadão”, e que há portugueses a viver com “provações absolutamente inadmissíveis num país europeu do seculo XXI”.

Os alertas foram repetidos pelo Presidente da República esta manhã na cerimónia de abertura do 4º Congresso Nacional dos Economistas.

“É preciso evitar a todo o custo que cresça na sociedade portuguesa a crença de que é injusta a repartição dos sacrifícios”. Ao mesmo tempo, acrescentou, é preciso evitar que se instale a ideia de que não se está a fazer tudo para relançar a economia.


“Portugal vive uma das crises mais profundas da nossa democracia”

O Presidente da República lembrou a profunda crise em que o País se encontra, sublinhando a necessidade de cumprir os compromissos que Portugal assumiu.

Cavaco Silva esteve hoje presente na abertura do 4º Congresso dos Economistas, numa altura que definiu como “uma das crises mais profundas da história da nossa democracia”.

“Os portugueses são confrontados com perspectivas de recessão profunda da economia, de desemprego em níveis sem precedentes, de quebra acentuada dos rendimentos das famílias e de grande dificuldade das empresas em satisfazer as suas necessidades de financiamento”, reconheceu o Presidente da República.

Para além das adversidades do contexto internacional, Cavaco Silva afirmou que a “a crise em que Portugal se encontra mergulhado reside primordialmente na perda de competitividade, no desequilíbrio das contas públicas e no excesso de endividamento”.

Lembrando as múltiplas chamadas de atenção que fez aos decisores políticos, recordou que “os últimos anos expuseram de forma evidente a dramática os desequilíbrios da economia portuguesa e a insustentabilidade do caminho que vinha a ser seguido”.

De acordo com o Presidente da República, o único caminho que garante a defesa do interesse nacional “é o do cumprimento dos compromissos que Portugal assumiu”, apesar da sua “dureza e exigência das condições impostas”, Cavaco Silva alertou ainda para a necessidade de defender, de forma redobrada, a União Económica e Monetária.


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