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"Governo minoritário português apresenta orçamento de dura austeridade"

O "Financial Times" é, para já, o único meio de comunicação estrangeiro de referência a fazer eco da apresentação do Orçamento de 2011. Chama-lhe um "orçamento de dura austeridade" e realça o clima de receio de que o mesmo não venha a ser aprovado.

Francisco Cardoso Pinto franciscopinto@negocios.pt 16 de Outubro de 2010 às 11:43
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O jornal norte-americano refere que o Orçamento foi ontem apresentado pelo governo minoritário, num cenário em que os receios de que os partidos de oposição não “providenciem o necessário apoio para aprovar as medidas no parlamento” continuam presentes.

Uma eventual crise política resultante da não aprovação do Orçamento é apontada pelo “Financial Times” como um golpe que “destruiria o impacto positivo que as medidas de austeridade teria nos custos da dívida”.

A proposta de Orçamento , segundo a publicação, destina-se a dar aos mercados a garantia de que Portugal – “uma das economias da Zona Euro mais vulnerável à crise de dívida pública” – conseguirá cumprir os objectivos de redução do défice estabelecidos.

Entre as medidas de austeridade o jornal destaca o corte de 5% nos salários da funçãopública, o congelamento das pensões e a redução em 27% dos benefícios fiscais para as famílias.

Entre o destaque às reacções dos sindicatos, que o consideraram “um golpe brutal nos trabalhadores e nas famílias” e a pressão de Passos Coelho sobre José Sócrates para não subir impostos, o Financial Times termina realçando a posição do Barclays Capital que considerou que, com mais ou menos discussão, o Orçamento deverá ser aprovado sem alterações fundamentais.

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