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"Portugal tem de ter um Orçamento sem ser à custa da credibilidade e solidez"

O ministro da Economia, Vieira da Silva, afirmou hoje que "não é possível" Portugal não ter, na actual situação e o mais rapidamente possível, um Orçamento para 2011, mas sem ser à custa da sua credibilidade e solidez.

Lusa 28 de Outubro de 2010 às 14:40
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O ministro da Economia, Vieira da Silva, afirmou hoje que "não é possível" Portugal não ter, na actual situação e o mais rapidamente possível, um Orçamento para 2011, mas sem ser à custa da sua credibilidade e solidez.

"Não podemos não ter Orçamento. Essa é uma possibilidade que não está aberta no nosso país. O Orçamento é um factor para gerar confiança e, nesse sentido, não pode ser viabilizado, pondo em causa essa confiança e a credibilidade", esclareceu Vieira da Silva, que falava aos jornalistas à margem do quinta edição "Portugal Exportador", que se realiza no Centro de Congressos de Lisboa.

"Essa é a única condição que existe da parte do Governo, tudo o mais é possível de ser composto e trabalhado para que se alcance o objectivo de termos um Orçamento para 2011 com credibilidade e solidez, embora seja duro e exigente, mas que serve para resolver os problemas do país", salientou.

O governante referiu também que "há ocasiões em que isso é possível [não aprovar um orçamento] e existem outras em que os desfechos [negativos] são aceitáveis, porventura razoáveis e até desejáveis, mas há alturas em que essa liberdade não é concedida". O Governo apresentou, há mais de um mês, uma proposta de negociação ao PSD, o maior partido da oposição, para que o orçamento fosse "alvo de um entendimento prévio", disse Vieira da Silva, que sublinhou: "Isso não foi possível e não vale a pena chorar sobre o leite derramado, mas julgo que nunca é tarde e mais vale tarde do que nunca" para que seja aprovado.

Por sua vez, o presidente da AICEP (Agência Para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), considerou que "é impensável" não haver orçamento para 2011.

"Hoje, perante o que temos visto [ruptura nas negociações entre uma delegação do PSD e do Governo, na quarta feira, para viabilizarem o Orçamento] ficamos surpreendidos e conhecemos as consequências, subida dos juros da dívida soberana para mais de 6 por cento e a bolsa a cair", esclareceu Basílio Horta.

Já Rocha de Matos, presidente da AIP, referiu que Portugal já "tem Orçamento", o que é preciso e que ele seja aprovado.

"Estou convencido que será aprovado, porque temos de acreditar que existem políticos responsáveis no nosso país e a situação de Portugal exige uma grande convergência de esforços naquilo que é essencial para credibilizar a nação, quer em termos externos, quer dinamizar os agentes económicos a nível interno", salientou o líder da Associação Industrial Portuguesa.

Rocha de Matos disse também que está confiante em que vai "haver bom senso" e que o orçamento vai ser aprovado.

A quinta edição do "Portugal Exportador" conta com a presença de 1.200 empresas inscritas, que são oriundas dos mais diversos sectores da actividade económica portuguesa, e tem como objectivo chamar a atenção das empresas para a necessidade da inovação com vista à exportação.

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