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Sacrifícios têm que ser bem "explicados e repartidos de uma forma socialmente justa"

António Saraiva defendeu que não se pode pedir sacrifícios em cima de sacrifícios se estes não servirem para corrigir o rumo do país.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 19 de Outubro de 2011 às 19:28


O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa defendeu hoje que os sacrifícios que estão a ser pedidos aos portugueses têm que se “justificados” e “repartidos de uma forma socialmente justa”.

Nas declarações que efectuou aos jornalistas, após o encontro com o primeiro-ministro para preparar o Conselho Europeu de domingo, António Saraiva comentou as declarações hoje efectuadas pelo Presidente da República, que considerou que os cortes nos subsídios de férias e Natal dos pensionistas e funcionários públicos violam a equidade fiscal.

“De acordo com o Presidente da República, há formas” de as medidas de austeridade serem repartidas “de uma forma diferente”, afirmou o líder da CIP, considerando que Cavaco Silva “tem informação que não tenho”.

Para o líder da CIP, o Presidente da República “mostrou que gostaria de ter outras formas” para distribuir os sacrifícios pelos portugueses.

António Saraiva, ressalvando que estava a falar de um cenário especulativo, adiantou que em vez de se tirar dois subsídios a um público-alvo, a solução poderia passar por tirar uma menor fatia ao público em geral.

Reforçou que os sacrifícios exigidos aos portugueses “têm que ser repartidos de uma forma socialmente justa e muito bem explicados”.

Alertou também para o perigo de se exigirem sacrifícios em cima de sacrifícios e “não vermos as soluções”.

Para António Saraiva, os sacrifícios só devem ser exigidos se “servirem para corrigir algum rumo” do país. “Se assim não for a população não entende”, afirmou.

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