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Seguro quer sacrifícios partilhados entre função pública e privados

"Vamos fazer tudo para que o próximo Orçamento do Estado seja mais justo na partilha dos sacrifícios", afirmou hoje o secretário-geral do PS num discurso aos militantes.

Seguro quer sacrifícios partilhados entre função pública e privados
André Veríssimo averissimo@negocios.pt 06 de Novembro de 2011 às 17:34
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António José Seguro falou hoje aos militantes em Odivelas para justificar a abstenção do PS na votação ao Orçamento do Estado para 2012 (OE), na Assembleia da República. O secretário-geral do PS prometeu uma “abstenção violenta”, mas “construtiva e positiva”

Seguro enumerou três linhas mestras para as propostas que o PS vai levar à discussão do OE: que seja menos violento sobre a função pública (acusou o Governo de estar a estigmatizá-la), traga menos austeridade e promova o crescimento económico e a preservação do emprego.

Em relação à primeira ideia, o secretário-geral do PS defendeu uma partilha dos sacrifícios: “Tem sentido que se peça a reformados e pensionistas que ganham por exemplo mil euros que abdiquem do subsídio de férias e de Natal, e que não se peça absolutamente nenhum sacrifício a um trabalhador de uma empresa privada que ganhe 1.500 ou 2.000 ou 2.500 euros?”.

Seguro disse ainda que a abstenção no OE “é uma decisão que honra os compromissos internacionais do país”. Lembrou que foi o PS que negociou e assinou o acordo com a troika e que está vinculado às metas nele contidas. “É vital para o país cumprir essas metas. Não quero nem imaginar o que aconteceria se não recebêssemos os 78 mil milhões de euros”, afirmou.

“Tudo farei para que Portugal não passe pela situação que está a viver a Grécia, que além da crise financeira e económica, atravessa agora uma crise política. Nunca farei a Portugal o que o líder da oposição está a fazer à Grécia”, garantiu.

Seguro deixou ainda uma mensagem para o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho: “mostre disponibilidade, em nome do país, para ajudar Portugal a sair da crise”.

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