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Silva Pereira: "Estamos hoje mais perto da viabilização do Orçamento" (act2)

Pedro Silva Pereira considera que o Governo e o PSD fizeram um caminho de aproximação de convergência “que nos deixa hoje mais perto da viabilização do OE do que antes das negociações”, reafirmando a disponibilidade do Governo “para contribuir para uma situação que conduza” à sua viabilização.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 28 de Outubro de 2010 às 14:45
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Na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, o ministro sublinhou quando questionado sobre as divergências entre Governo e PSD que existem algumas discórdias que “não se expressam apenas no valor quantitativo de medidas” e isso “inviabilizou a possibilidade de um acordo”.

Para o ministro da Presidência, a situação “convoca” a responsabilidade de todas as partes e “não é algo que o Governo possa fazer sozinho”. Por isso, acrescenta “é necessário que os outros manifestem essa vontade”.

Mas o Governo “reafirma a sua disponibilidade para contribuir para uma situação que conduza à viabilização do OE”, sublinha, relembrando que já ontem Teixeira dos Santos também ontem manifestou essa disposição.

Quanto às negociações, Pedro Silva Pereira diz que o Governo concordou com cinco das seis medidas apresentadas pelo PSD e que, por isso, “não pode haver dúvida que o Governo fez um esforço muito relevante” em relação à proposta do PSD. "Estamos hoje mais perto da viabilização do OE do que antes das negociações”, adiantou.

Para o ministro, depois do que aconteceu o país “não compreende que não tenha havido acordo” e as consequências “dessa incerteza [se o PSD viabiliza ou não o OE] estão à vista de todos. Os mercados estão a dizer que este Orçamento precisa de ser aprovado. A má notícia é a suspeita de que o OE não vai ser aprovado”.

Recorde-se que hoje os juros da dívida pública a 10 anos chegaram a superar os 6%.

“É preciso perceber que não podemos mesmo enfrentar esta situação sem o OE aprovado. Por isso é que o Governo insistiu com o PSD para negociar e espera que isso possa conduzir à viabilização do OE”

No entanto, acrescenta, “mais cedo do que tarde haverá um sinal para os mercados de que há OE para 2011”.

Evolução dos juros mostra que este OE “é o correcto”

Quando questionado se o Governo está disposto a retomar as negociações, Pedro Silva Pereira explica que “o Governo reafirma a sua disponibilidade para contribuir para uma situação que conduza à viabilização do OE”.

Mas “fazê-lo tão cedo quanto possível é da maior urgência”, sublinha, porque a “indefinição permanece e o que podemos fazer é o que estamos a fazer”.

“O mais importante é que o Governo possa dizer perante os mercados internacionais é que mantemos a nossa confiança na viabilização. E mais do que isso, fizemos um caminho de aproximação de convergência que nos deixa hoje mais perto da viabilização do OE do que antes das negociações”.

Para o ministro, o Governo fez a sua parte do caminho para a recuperação da confiança na economia portuguesa remetendo para o comportamento dos juros quando apresentaram as medidas e sublinhando que pela evolução se percebe que este o OE é “correcto e credível”.



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