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Sócrates promete último esforço para ter acordo no OE (act)

O primeiro-ministro lamentou esta tarde que não tenha sido posssível um acordo entre o Governo e o PSD, mas salientou que as posições estão mais próximas e garantiu que o Governo fará o esforço necessário para alcançar um entendimento sobre o Orçamento.

Sócrates promete último esforço para ter acordo no OE (act)
Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 28 de Outubro de 2010 às 16:56
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José Sócrates falava em Bruxelas, à entrada da cimeira europeia que começa hoje e termina amanhã na capital belga.

"Lamento que as negociações entre o Governo e o PSD não tenham sido concluído por um acordo. Mas a verdade é que as posições aproximaram-se. É preciso mais um esforço e o Governo não deixará de fazer este esforço", prometeu o primeiro-ministro.
José Sócrates sublinhou que Portugal precisa de um Orçamento, e de um Orçamento com medidas "corajosas" e "difíceis", que forneça "tranquilidade e confiança aos mercados internacionais".

Neste contexto – repetiu – "o Governo não deixará de fazer o que lhe compete: um último esforço para que tenhamos um acordo" que permita viabilizar a proposta de Orçamento do Estado, que será votada na Assembleia da República na próxima quarta-feira.

"Tenho a certeza que com a boa vontade de todos chegaremos a um acordo", vaticinou, até porque é "absolutamente necessário que tenhamos consciência de que a única forma que temos de proteger o nosso país é com a aprovação de um Orçamento".

"É absolutamente decisivo para o nosso país ter um Orçamento aprovado", insistiu, depois de ter afirmado que "o mais díficil já está, aliás, feito: foi a sua elaboração".

O primeiro-ministro advertiu, por outro lado, que Portugal não se pode desviar dos compromissos internacionais que assumiu, numa referência à manutenção do objectivo de reduzir o défice para 4,6% do PIB no final do próximo ano e que Pedro Passos Coelho chegou a propor que se renegociasse com Bruxelas.

O líder do PSD está também em Bruxelas, onde participou na reunião da sua família política europeia, o Partido Popular Europeu. Passos Coelho assegurou que não foi pressionado pelos seus pares a viabilizar o Orçamento do Estado, embora tenha reconhecido que alguns estão preocupados. Angela Merkel, chanceler alemã, também esteve no encontro, em representação do seu partido, a CDU.

"A generalidade dos países e dos partidos que aqui estão representados, da nossa família política, sabem que o PSD tem feito tudo o que está ao seu alcance e dentro das suas responsabilidades para garantir um quadro de estabilidade orçamental em Portugal", disse, citado pela agência Lusa.

Reconheceu a preocupação de alguns, porque "o que se vier a passar em Portugal é também relevante para o conjunto europeu que tem o Euro", mas – sublinhou – "o PSD é o primeiro partido a ter noção disso".




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