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Ulrich tranquilo quanto ao Orçamento do Estado, mas preocupado com cenário político

O presidente executivo do BPI mostrou-se esta terça-feira, 23 de Fevereiro, tranquilo quanto aos pressupostos do Orçamento do Estado para 2016, sublinhando que o problema é saber se o país vai ser governado ao centro ou pelo PCP e Bloco de Esquerda.

Miguel Baltazar
Lusa 23 de Fevereiro de 2016 às 14:56
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Falando a propósito do Orçamento do Estado (OE) para 2016 numa conferência promovida pela sociedade de advogados Vieira de Almeida & Associados, Fernando Ulrich destacou que esta é "uma fase de transição cada vez mais aceite e pacífica", mas admitiu dificuldades a médio prazo.

 

"Os objectivos fundamentais [do OE para 2016] estão corretos. Vamos ver como são executados. Já estou mais preocupado com o Orçamento do Estado para 2017", frisou o responsável do BPI, considerando que "há uma dúvida de fundo sobre o que vai ser o futuro" que tem a ver com o cenário político e que coloca "um ponto de interrogação sobre a trajectória de médio prazo".

 

"O problema que temos para a frente é se vamos ser governados pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda, através do Partido Socialista, ou se vamos governar ao centro", afirmou, salientando que só esta última opção poderá dar ao desemprego "a prioridade que merece" e abrir portas à criação de riqueza.

 

O presidente executivo do BPI criticou "a tolerância excessiva ou permissividade da sociedade portuguesa" face ao desemprego, considerando que enquanto se mantiver a "resignação" face a uma taxa de desemprego que ronda os 12%, não haverá também preocupação com a criação de riqueza.

 

O director-geral da Microsoft em Portugal, João Couto, corroborou Ulrich, afirmando que "não há criação de emprego sem criação de riqueza" e assinalou que Portugal "tem condições fantásticas para crescer" na área das tecnologias de informação (TI) onde existem cinco mil vagas de emprego por preencher, apontando aspetos positivos no OE como a aposta na modernização da administração pública e na criação de "start-ups".

 

O presidente executivo da Semapa, João Castello Branco, questionou algumas opções do OE para 2016 por penalizarem a competitividade das empresas, nomeadamente o aumento do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), além da imprevisibilidade das medidas "que prejudica o investimento".

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