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Vídeo: Pacheco Pereira: "Se o orçamento passar a crise política não acaba porque continuamos com o mesmo Governo"

O deputado social-democrata Pacheco Pereira defendeu hoje que "a crise política não acaba se o orçamento existir" porque se manterá o mesmo executivo, considerando que a responsabilidade que o PSD possa ter "é infinitamente inferior à do Governo".

Lusa 28 de Outubro de 2010 às 13:48
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Em declarações aos jornalistas à margem de uma conferência no Porto, na qual foi orador, subordinada ao tema "O que fazer por Portugal? Medidas para ultrapassar a crise", Pacheco Pereira afirmou que Portugal está numa crise política grave "quer o orçamento seja aprovado, quer não" na Assembleia da República.


"Porque se o orçamento passar a crise política também não acaba porque continuamos com o mesmo Governo, completamente descredibilizado que falhou completamente nas metas do orçamento que atribuiu a si próprio para este ano", explicou.

Segundo o deputado do PSD, o grande responsável pela situação a que o país chegou é o primeiro-ministro José Sócrates, considerando que a responsabilidade que o seu partido "possa ter é infinitamente inferior" à do Governo.

"A situação de sarilho em que nós estamos metidos é, em primeiro lugar, responsável o Eng. Sócrates. Muita gente preveniu, muita gente disse o que ia acontecer. Ele continuou numa política de cegueira, de incompetência, de arrogância, convencido que todos os dias se via ao espelho e que era um grande primeiro-ministro que até os grandes do mundo tomavam como exemplo", criticou.

Pacheco Pereira disse ainda que José Sócrates "ficou apenas com o Chávez na Venezuela e com um país que está a empobrecer muito significativamente, em que o estado social está longe de estar garantido" aos cidadãos.


"Eu não excluo as responsabilidades do meu próprio partido só que, por muito grandes que elas sejam, são muito inferiores às responsabilidades do Partido Socialista e do primeiro-ministro", sintetizou.

O social-democrata manifestou ainda preocupação com o facto do país poder estar a ser conduzido "à bancarrota", alertando para o facto de Portugal não ter "dinheiro para garantir os seus compromissos" e por isso terá que haver uma intervenção externa.

"As pessoas dizem: vem o FMI. Muito bem, mas quem é que aprova as medidas do FMI? Um modelo de gestão? Uma Assembleia da República que as recusou ao recusar o orçamento?", questionou.

Considerando que o cenário de Portugal não ter um Orçamento do Estado aprovado é ainda hipotético, o deputado explicou que se isso acontecer "as agências de 'rating' vão baixar o 'rating' de Portugal, os credores vão pensar 20 vezes antes de emprestar dinheiro a não ser por taxas de juro proibitivas, vamos estar oito meses sem Governo e um ano à espera de um novo orçamento".

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