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António Costa: "Os funcionários públicos vão ficar com um vencimento igual ao de 2009"

"Ao fim de quatro anos de austeridade, é evidente que é prioritário repor o rendimento das famílias, não é propriamente aumentar", ressalvou o primeiro-ministro durante a sua deslocação a Milão, à maior feira de calçado do mundo.

Miguel Baltazar/Negócios
Rui Neves ruineves@negocios.pt 03 de Setembro de 2016 às 12:59

O primeiro-ministro continua apostado em "repor direitos às pessoas". Veja-se o caso dos funcionários públicos: " No final deste ano, repondo os cortes, ficarão com um vencimento igual ao que tinham em 2009", disse António Costa, este sábado 3 de Setembro, em Milão, quando visitava uma feira de calçado com sapatos de luxo da marca Armando Silva. 

 

Com sapatos da marca de luxo portuguesa Armando Silva nos pés, António Costa visitou, nesta manhã 15 das 98 empresas portuguesas que estão a participar na Micam, a maior e mais prestigiada feira mundial de calçado, que começou hoje em Milão, Itália.

 

No final da visita, questionado pelo Negócios sobre o fraco consumo interno e a falta de rendimento da esmagadora maioria dos portugueses para comprar sapatos iguais aos que calçava, o primeiro-ministro respondeu que "ao fim de quatro anos de austeridade, é evidente que é prioritário repor o rendimento das famílias, não é propriamente aumentar", ressalvou.

 

"Veja o caso dos funcionários públicos: No final deste ano, repondo os cortes, ficarão com um vencimento igual ao que tinham em 2009", realçou.

 

Para o chefe de Governo, os portugueses têm que "perceber que o que estamos a fazer é repor direitos às pessoas, mas não é fazer o que porventura seria necessário fazer para termos uma procura interna mais robusta".

 

E voltou a garantir que "este ideia peregrina de que podíamos voltar a ser competitivos com base no empobrecimento colectivo, é uma estratégia absolutamente condenada ao fracasso. Se a indústria do calçado tivesse feito isso, hoje não estávamos aqui", argumentou.

 

Bastante agradado com a nova linha de calçado masculina de Luís Onofre, que aumenta a altura dos homens em quatro centímetros, António Costa gracejou, dizendo que "seria fantástico" que o crescimento económico de Portugal "fosse possível melhorando a palmilha" do sapato. "Infelizmente não é assim", rematou.

 

* em Milão, a convite da APICCAPS

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