Função Pública Barómetro: Maioria dos portugueses desconhece que ADSE é paga pelos beneficiários

Barómetro: Maioria dos portugueses desconhece que ADSE é paga pelos beneficiários

Maioria dos inquiridos no estudo da Aximage respondeu que os custos da ADSE são suportados em conjunto pelo Estado e pelos funcionários públicos. Este sistema de saúde é desde 2013 exclusivamente pago pelos seus beneficiários.
Barómetro: Maioria dos portugueses desconhece que ADSE é paga pelos beneficiários
Bruno Colaço/Correio da Manhã
João Maltez 14 de junho de 2016 às 08:00

Apenas um em cada três portugueses sabe que o sistema de protecção da saúde dos trabalhadores da administração pública (ADSE) é pago pelos próprios e quase metade dos beneficiários desconhece essa realidade.

Os dados constam de uma sondagem elaborada pela Aximagem para o Negócios e Correio da Manhã, estudo onde também se procura percepcionar que futuro deverá ter aquele sistema de apoio aos funcionários do Estado.

No trabalho em apreço, 53% dos inquiridos responderam que os custos da ADSE são suportados em conjunto pelo Estado e pelos funcionários públicos e 14,2% apontaram o Estado como a origem única das verbas afectas ao sistema.

Na realidade, este serviço é desde 2013 exclusivamente pago pelos seus beneficiários, através de um desconto mensal de 3,5% sobre as remunerações e pensões.

Este facto é desconhecido por quase metade dos beneficiários da ADSE inquiridos nesta sondagem. Isto porque 44% responderam que o sistema é pago em conjunto pelo Estado e pelos funcionários e 14,2% exclusivamente pelo Estado.

Já quando questionados sobre que entidade deve gerir o sistema, 44% dos inquiridos referiram que o Estado deve manter a gestão da ADSE, enquanto 41% defenderam que essa missão deve passar a ser da competência de uma organização criada e administrada por funcionários.

A ADSE é um sistema de protecção da saúde de 1,4 milhões de funcionários das administrações central e local, bem como dos seus familiares. Desde 2013, que a adesão ao sistema é voluntária. Desde então, o Estado deixou de pagar o serviço em causa, mas continua a ser responsável pela sua gestão.





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