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Comissão de recrutamento quer avaliar ética dos gestores públicos

A Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (Cresap) deve ter “um papel muito activo na avaliação dos gestores públicos”, designadamente ao nível das questões da ética e da deontologia, defende o seu presidente, João Bilhim.

Correio da Manhã
Negócios negocios@negocios.pt 02 de Dezembro de 2013 às 08:29
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A Cresap dever “ter um papel muito activo na avaliação dos gestores públicos e dirigentes da administração pública”, no que diz respeito às questões relacionadas com a ética e a deontologia. Quem o defende é o presidente da entidade responsável por se pronunciar sobre a competência dos gestores públicos, João Bilhim, em entrevista ao “Público”.

 

“Não faz sentido dar-se parecer sobre os gestores públicos se depois não tivernos um papel na sua avaliação”, defende este responsável, adiantando que já falou neste alargamento de competências com o Governo, tendo sentido abertura nesse sentido da parte do secretário de Estado da Administração Pública.

 

Para João Bilhim, esta avaliação deve ser consequente, o que indicia que a Cresap deverá penalizar os gestores públicos e dirigentes da administração pública que não cumpram os requisitos éticos e deontológicos a definir.

 

Este responsável defende ainda que a Cresap deve cobrar pelos seus serviços, para ter autonomia financeira. “Se for uma empresa de recrutamento privada, cobra 30% do salário anual dos quadros. Nós não precisamos dos 30%, podemos ficar com 5%, por exemplo, desde que dê para cobrir as despesas”, sublinha Bilhim.

 

Para o primeiro presidente desta comissão, o seu sucessor “deveria ser eleito na Assembleia da República, por dois terços dos deputados, como acontece com o provedor de Justiça. Tenho de preparar um futuro da Cresap diferente de um João Bilhim”, justifica.

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