Função Pública Dirigente da UGT critica PS por remeter para Julho as 35 horas de trabalho semanal

Dirigente da UGT critica PS por remeter para Julho as 35 horas de trabalho semanal

O dirigente socialista e da UGT José Abraão contestou este sábado, 9 de Janeiro, que o diploma do PS para a redução do horário semanal para os trabalhadores da administração pública apenas possa entrar em vigor a partir de Julho.
Dirigente da UGT critica PS por remeter para Julho as 35 horas de trabalho semanal
Lusa 09 de janeiro de 2016 às 19:56

A posição de José Abraão foi transmitida na reunião da Comissão Nacional do PS, mas segundo o que próprio afirmou aos jornalistas não obteve para já qualquer resposta da parte do secretário-geral socialista e primeiro-ministro, António Costa.

No final da reunião, José Abrão considerou "incompreensível e inaceitável" o facto de o projecto de lei do PS sobre as 35 horas de trabalho por semana prever que essa mudança só entre em vigor a partir de Julho deste ano.

"Bem sei que em algumas situações é necessário adaptar o número de trabalhadores. Mas, entre os trabalhadores, havia uma enorme expetativa de uma mudança classificada como prioritária", alegou.

De acordo com o dirigente socialista, a UGT "não aceita que um diploma com esta importância, que repõe a justiça no tempo de trabalho, entre em vigor apenas meio ano depois de entrar na Assembleia da República".

"Não faz sentido pedir-se aos trabalhadores para esperarem meio ano. Se isso fosse feito estaríamos a privar mais de meio milhão de trabalhadores da redução do horário de trabalho. Esta é uma das grandes expectativas dos trabalhadores da administração pública e o diploma tem de entrar em vigor o mais rapidamente possível", insistiu o dirigente da UGT.

 




Saber mais e Alertas
pub

Marketing Automation certified by E-GOI