Função Pública Dirigentes da função pública ganham menos 30% que os do sector privado

Dirigentes da função pública ganham menos 30% que os do sector privado

Os dirigentes da administração Pública ganham em média menos 30% que os titulares de funções de direcção no sector privado mas os técnicos superiores e os informáticos da função pública ganham mais 14% que os seus congéneres do privado.
Lusa 18 de março de 2013 às 20:29

De acordo com um estudo enviado hoje pelo Ministério das Finanças aos sindicatos da função pública, e a que a agência Lusa teve acesso, as remunerações praticadas no sector privado para as funções de topo excedem, em média, cerca de 30% as praticadas na administração pública.

 

"Ao nível das funções de direcção intermédia, constata-se que o sector privado tende ainda a ser mais competitivo em termos remuneratórios que o sector público, embora com um diferencial menor e que se tende a esbater (ou mesmo reverter) quando se desce na hierarquia e nos níveis de responsabilidade atribuídos", diz o estudo elaborado pela consultora Mercer.

 

Um funcionário público com funções de direcção de topo aufere um salário base médio mensal de 4.175 euros enquanto um seu congénere no sector privado ganha 6.040 euros.

 

Se a comparação for feita em termos de ganho médio mensal, o dirigente da função pública ganha 5.030 euros enquanto o do privado ganha 7.330 euros.

 

A análise comparativa encomendada pelo Ministério das Finanças refere que ao nível das funções técnicas (técnico superior e informático) a média salarial praticada na função pública excede em cerca de 14% a que é praticada no sector privado.

 

O técnico superior tem um salário base de 1.660 euros na função pública e no privado ganha 1.270 euros.

 

O mesmo técnico superior tem um ganho médio mensal de 1.765 euros na função pública e de 1.630 euros no privado.

 

O informático tem um salário base de 1.740 euros na função pública e de 1.175 euros no sector privado.

 

Este trabalhador tem um ganho médio mensal de 1.865 euros na administração pública e de 1.635 euros no sector privado.

 

"Importa, todavia, ter presente que este estudo não entrou em consideração com componentes remuneratórias de natureza variável, que tendem a assumir alguma expressão no sector privado", diz o estudo.

 

A antiguidade de serviço é também salientada na análise comparativa que a considera relevante para justificar as diferenças encontradas ao nível da carreira técnica superior, dado que no sector público "esta variável é muito determinante para a construção da remuneração mensal auferida, o que não acontece de forma tão vincada no sector privado".

 

Para a realização do trabalho não foram tidos em conta as componentes de remuneração variável nem foram considerados os efeitos das medidas salariais temporárias decorrentes das leis dos Orçamentos do Estado de 2011, 2012 e 2013.




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