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Dirigentes de federação da UGT apoiam António Costa e criticam “alguns filiados socialistas”

Tendência sindical socialista da Fetese emitiu um comunicado no qual critica a “campanha pública” contra António Costa e a posição de “alguns filiados socialistas”.

Ana Brígida/Negócios
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A tendência sindical socialista da Federação dos Sindicatos da Indústria e Serviços (Fetese), filiada na UGT, critica a "campanha pública" contra António Costa e a posição de "alguns filiados socialistas".

O comunicado, enviado ao Negócios, surge no final de uma semana marcada pelas declarações do secretário-geral da UGT, Carlos Silva, que em entrevista à Antena 1 e ao Diário Económico, no passado fim-de-semana, considerou que, na sua opinião, uma maioria do PS, da CDU e do Bloco "não dará garantias que no futuro a governabilidade seja assegurada por quatro anos". "Ficaremos mais tranquilos se efectivamente a posição do Partido Socialista for a de encontrar um compromisso com o Partido Social-Democrata e com o CDS", disse também. As reacções à entrevista levaram a UGT a emitir um comunicado no qual explicava que esta posição não vincula a central sindical.

No comunicado divulgado esta sexta-feira, a Fetese explica que discorda da "campanha pública movida através dos órgãos de comunicação social com acusações desonestas e mentirosas dos inimigos de sempre visando o seu secretário-geral, mas também de alguns filiados socialistas que estiveram aparentemente do nosso lado da barricada e aparecem agora desalinhados á procura do protagonismo proporcionado zelosamente pelos meios de comunicação social".

No comunicado, assinado por quatro dirigentes da Fetese – José Arsénio, Vítor Coelho, Joaquim Martins e Luís Azinheira –, os membros da tendência sindical socialista desta federação sublinham que "estão de acordo com as diligências conduzidas pelo secretário-geral do PS e com a interpretação que tem dado ao quadro político resultante das eleições, que é de rejeição e claramente maioritária do modelo que repudiámos pelo voto".

UGT vai debater a questão na próxima sexta-feira

Na segunda-feira, na sequência das declarações do secretário-geral, tanto a UGT como a tendência sindical socialista da Febase (a Federação dos Sindicatos do Sector Financeiro, que agrega os sindicatos dos bancários), emitiram comunicados em que sublinham que a opinião de Carlos Silva não vincula a central sindical. Carlos Silva acabou por marcar uma reunião extraordinária do secretariado nacional para o próximo dia 23.

O objectivo, segundo explicou na altura o secretário-geral da UGT é o de "analisar as consequências que eventualmente sejam negativas para a coesão e unidade internas da UGT".

"A mim cabe-me zelar por isso. E retirar nesse dia as devidas ilações que se apurarem no seio do colectivo, incluindo a minha função como secretário-geral", acrescentou.

Na quarta-feira, a presidente da UGT, Lucinda Dâmaso, disse aos jornalistas que Carlos Silva "é o homem certo, no lugar certo".

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