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Fesap diz que o Governo deixou a "promessa" de 35 horas antes de Julho (act)

Nobre dos Santos revela que o Governo se comprometeu a antecipar a data. José Abraão acrescenta que o Governo não vê necessidade de uma regulamentação

Ricardo Castelo/Negócios
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O secretário-geral da Fesap, Nobre dos Santos, garante que o Governo prometeu que a redução do horário para as 35 horas será aplicada antes de Julho. E o Governo não vê necessidade de regulamentar a medida no prazo de 90 dias, acrescenta José Abraão.

"Temos a promessa, que já tínhamos do Parlamento, de que será antes de Julho. Pensamos que estão criadas as condições para que isso aconteça a todos os níveis. Vamos ver o que vai acontecer", disse, após uma reunião com a secretária de Estado Carolina Ferra. 

"A regulamentação não faz sentido", disse. "Ninguém nos conseguiu ainda explicar para que serve a regulamentação". "As 35 horas são uma realidade e serão uma realidade. É evidente que há muitos problemas em vários serviços e organismos e que tem de haver negociação", acrescentou Nobre dos Santos.

José Abraão, que também é dirigente da mesma estrutura, acrescentou mais tarde que o Governo considera que a regulamentação não é necessária, que não faz sentido. 

A Fesap foi a estrutura da UGT que suspendeu a convocação de uma greve para esta sexta-feira, dia 29, alegando que o grupo parlamentar do PS já tinha mostrado abertura para rever a sua proposta original, que prevê a entrada em vigor em Julho e um prazo adicional de 90 dias para a regulamentação do diploma. A Federação Nacional de Sindicatos afecta à CGTP, pelo contrário, mantém a greve, que também foi convocada pelo sindicato dos enfermeiros. Os sindicatos da CGTP exigiam, precisamente, que o governo desistisse do prazo de 90 dias previsto para a regulamentação, mas de acordo com Ana Avoila essa garantia não foi deixada na reunião desta manhã.

"Para a Fesap, a altura ideal seria amanhã de manhã. Mas é evidente que não podendo ser amanhã de manhã convinha resolver o problema o mais rapidamente possível porque é isso que os trabalhadores querem", disse.

Nobre dos Santos disse genericamente que também foram deixadas garantias sobre carreiras e sobre a requalificação. "Promessas há muitas, vamos ver quando as coisas começarem a doer, na negociação".

Notícia actualizada às 20h20 com mais informação sobre a regulamentação da medida

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