Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Governo admite pequenas alterações à mobilidade mas STE diz que está mais próximo da greve

Governo admite que os sindicatos participem na fiscalização do processo de mobilidade. O STE considera que em causa estão "alterações de pormenor" e volta a admitir avançar para greve.

  • Assine já 1€/1 mês
  • 9
  • ...

O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) afirmou esta terça-feira que o Governo apresentou alterações às condições da mobilidade especial que, na opinião da vice-presidente Helena Rodrigues (na foto), não alteram o essencial do projecto. O STE admite juntar-se à Frente Comum na greve da função pública marcada para Junho.

 

As alterações "são coisas que não alteram o essencial, ou seja, a quebra do vínculo, a redução de trabalhadores por via de restrição orçamental e a dispensa de trabalhadores. Juntar ao desemprego mais desemprego não é para nós a melhor solução", defendeu Helena Rodrigues, aos jornalistas, no final de uma reunião com o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino.

 

Segundo explicou, o Governo admite reduzir o período em que os funcionários públicos permanecem no novo sistema de mobilidade especial ("requalificação") mas mantém a intenção de, no final desse período, contemplar uma cessação do vínculo, com direito a subsídio de desemprego.

 

Uma das alterações que hoje foi colocada em cima da mesa foi a possibilidade das estruturas sindicais participarem na fiscalização do processo de mobilidade especial.

 

“São coisas de pormenor que não têm qualquer relevância. Por exemplo, colocar as organizações sindicais numa comissão que vai fiscalizar o processo, no processo de requalificação e rescisão”.

 

Helena Rodrigues, que em declarações ao Negócios, já tinha admitido a possibilidade de avançar para uma greve conjunta com a Frente Comum, afirma que vai consultar os sindicatos sobre essa possibilidade.

 

"A frente sindical que o STE lidera vai ter que equacionar se vamos ter que ir para a última das formas de luta, para a greve. Estamos mais perto dessa última forma [de luta]", afirmou.

 

O Governo confirmou hoje aos sindicatos que quer aumentar o horário de trabalho de 35 para 40 horas semanais ainda este ano.

Ver comentários
Saber mais mobilidade greve função pública STE Frente Comum Hélder Rosalino Helena Rodrigues
Mais lidas
Outras Notícias