Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Ministério da Educação justifica metade das 30 mil saídas da administração pública desde 2011

Saíram mais de 30 mil funcionários da administração pública nos últimos 15 meses.

Bruno Simão/Negócios
  • Assine já 1€/1 mês
  • 2
  • ...

Em 15 meses, 30.548 trabalhadores deixaram a administração pública. O Ministério da Educação e Ciência contribuiu para metade deste valor. O número, que resulta das entradas e saídas no Estado, consta da síntese estatística do emprego público, publicada esta quarta-feira, 15 de Maio, pela Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público.

 

Existiam, no final de Março do presente ano, 581.253 postos de trabalho no sector das administrações públicas, o que representa um decréscimo de 5% face ao número de Dezembro de 2011. Esta comparação é menos negativa quando é feita com os 583.812 empregos existentes no final de 2012, uma queda de 2.559 em termos absolutos e de 0,4% na análise relativa.

 

A administração central representa grande parte deste recuo, com a perda de mais de 24 mil postos de trabalho. Aqui, o maior destaque é o ministério liderado por Nuno Crato. Dos mais de 235 mil profissionais que aí pertenciam em Dezembro de 2011, contabilizam-se, em Março deste ano, cerca de 220 mil. O saldo líquido resulta numa perda de 15.484 trabalhadores (6,6%), praticamente metade do emprego perdido na administração pública.

 

O segundo Ministério que registou um maior recuo nos postos de trabalho foi o da Saúde, onde se eliminaram 2.070 postos de trabalho no final do primeiro trimestre (6,4%). Em termos percentuais, o Ministério dos Negócios Estrangeiros liderou com um recuo de 8,7%. Pelo contrário, o Ministério das Finanças contava, em Março, com mais nove postos de trabalho do que no término de 2011.

 

Deixando a administração central e concentrando na regional e local, houve uma perda de 6.317 postos de trabalho (4,1%). Mais de 5.500 destes foram eliminados na administração local, principalmente municípios. Na Madeira, o emprego caiu 3,1% ao passo que nos Açores a descida foi de 1,6%, de acordo com os dados da síntese.

 

Na sua última declaração ao país, a 3 de Maio, o primeiro-ministro Passos Coelho sublinhou que é necessário implementar “medidas que redimensionem e racionalizem a Administração Pública”. Nesse dia, anunciou a intenção de rescindir com 30 mil funcionários públicos.

 

Na semana passada, o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, afirmou a intenção de chegar ao final da legislatura com menos 100 mil trabalhadores na administração pública. Contudo, o Executivo recusou-se a admitir que quer avançar para despedimentos neste segmento do mercado de emprego.

Ver comentários
Saber mais Administração Pública emprego
Outras Notícias