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PS propõe pagamento de todos os subsídios de férias até 15 de Julho

O PS propôs hoje o pagamento até 15 de Julho de todos os subsídios de férias aos trabalhadores do sector público e pensionistas, e a prorrogação por seis meses do pagamento do subsídio social de desemprego.

Lusa 17 de Junho de 2013 às 18:18
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Estas propostas de alteração ao Orçamento Rectificativo para 2013 - já aprovado na generalidade pela maioria PSD/CDS, com os votos contra da oposição - foram apresentadas em conferência de imprensa pelo líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, adiantando que os socialistas manterão o seu voto contra a proposta do Governo em votação final global.

 

"Não havendo qualquer restrição orçamental nem qualquer restrição legal e havendo tudo a ganhar para a economia e para as famílias, o subsídio de férias deve ser pago todo até 15 de Julho. Não há nenhuma razão para que isso não seja feito", advertiu Carlos Zorrinho.

 

Ladeado pelos deputados socialistas Pedro Marques e João Galamba, o presidente do Grupo Parlamentar do PS anunciou também que insistirá na reposição do IVA da restauração nos 13 por cento, numa alteração à lei dos compromissos, "que está a ser um travão ao desenvolvimento económico", e na prorrogação do subsídio social de desemprego por seis meses.

 

Pedro Marques, ex-secretário de Estado dos dois últimos governos socialistas, estimou que a eventual prorrogação por seis meses do subsídio social de desemprego terá apenas um impacto orçamental anual na ordem dos 50 milhões de euros.

 

Na conferência de imprensa, o presidente do Grupo Parlamentar do PS manifestou-se contra a filosofia global do Orçamento Rectificativo para 2013.

 

"O Orçamento Rectificativo está já completamente desajustado face às necessidades do país e o PS só pode votar contra, porque nada rectifica e apenas ratifica um caminho errado para Portugal. Vamos precisar ainda de outros orçamentos deste teor e a economia portuguesa continuará a afundar-se", declarou o líder parlamentar socialista.

 

Carlos Zorrinho defendeu em seguida que o PS apresenta agora "quatro medidas que são compatíveis" com o Orçamento Rectificativo e que "simbolizam as prioridades de um outro orçamento".

 

Segundo Carlos Zorrinho, com o aumento do IVA da restauração "foram destruídos 75 mil postos de trabalho" e, "em nome de nada", com a lei dos compromissos, Portugal "tempos o Estado bloqueado".

 

"As nossas propostas traduzem também a prioridade à sensibilidade social [prorrogação por seis meses do subsídio social de desemprego], já que há muitos milhares de portugueses sem qualquer apoio, e a prioridade ao bom senso com o pagamento dos subsídios de férias. Por que não pagar os subsídios de férias se há dinheiro e se isso significa melhores condições para as famílias, dinamização da economia e capacidade de fazer mexer a nossa sociedade. Em nome de quê isso não se faz?", questionou Carlos Zorrinho.

 

O líder da bancada do PS sustentou depois que, se as quatro propostas socialistas forem aprovadas, "não destruirão o Orçamento Rectificativo".

 

"Por isso, não há nenhuma razão para que a maioria [PSD/CDS] não vote estas propostas. São propostas de convergência pelo emprego, pelo crescimento e pela sem sensibilidade social", acrescentou.

 

Em relação à prorrogação do subsídio social de desemprego por seis meses, Pedro Marques referiu que, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2013, o PS propôs medidas compensatórias do lado da receita, como a tributação das SPGS, que poderia atingir cerca de cem milhões de euros por ano.

 

Já no que respeita à substituição da lei de compromissos, Pedro Marques defendeu um "modelo alternativo" ao nível do controlo orçamental.

 

"Neste momento os pagamentos em atraso do Estado já estão novamente a aumentar e não foi esta lei de compromissos (feita só para a 'troika' ver) que impediu. O PS defende uma alternativa em que se verifica de seis em seis meses se houve ou não aumento de pagamentos em atraso pelo Estado. Na circunstância de haver aumento dos pagamentos em atraso, procede-se então a uma correcção na dotação orçamental dessa entidade que incumpriu a regra básica. Assim faz-se a correcção pelo lado certo, pelo lado orçamental", advogou Pedro Marques.

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