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PS suspende presença na Comissão do Trabalho até que Mota Soares vá explicar as dispensas na Segurança Social

O PS apresentou em Novembro um requerimento potestativo para obrigar o ministro Mota Soares a ir à Assembleia da República explicar o processo de requalificação na Segurança Social, mas o ministro ainda não marcou data.

Miguel Baltazar/Negócios
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Os deputados do PS vão suspender a presença na comissão do Trabalho até que o ministro Pedro Mota Soares vá à Assembleia da República explicar o processo de requalificação no Instituto da Segurança Social (ISS), através do qual se pretende dispensar quase 700 funcionários.

 

"A participação do PS na Comissão de Segurança Social e Trabalho fica suspensa até que o senhor ministro venha à comissão", disse ao Negócios o coordenador dos deputados na comissão do Trabalho, confirmando a informação avançada pela agência Lusa.

 

A 19 de Novembro, depois de a maioria ter chumbado os requerimentos do PCP e do PS para uma audição ao ministro que tutela o Instituto da Segurança Social, o PS apresentou um requerimento potestativo, onde salientou que seria desejável que Mota Soares fosse à Assembleia dia 12 de Dezembro, ainda antes da conclusão do processo de selecção, que deverá ficar decidido na semana seguinte. Também é pedida a presença da presidente do Instituto da Segurança Social (ISS), Mariana Ribeiro Ferreira.

 

"Até agora, sem qualquer justificação, ainda não foi indicada qualquer data" pelo gabinete de Pedro Mota Soares, declarou a vice-presidente do PS, Sónia Fertuzinhos, que, citada pela agência Lusa, lamentou o que considerou ser um "absoluto desrespeito pela Assembleia da República e, sobretudo, pelos quase 700 trabalhadores em vias de despedimento".

 

De acordo com o presidente da Comissão do Trabalho, o deputado do PSD José Manuel Canavarro, saíram dois ofícios para a secretaria de Estado dos Assuntos Parlamentares e para o ISS pela primeira vez no dia 26. Esta quarta-feira houve novo pedido, com indicação de urgência, explicou ao Negócios. Numa resposta informal, "o gabinete do senhor ministro disse que na sexta-feira indicará duas datas para que a audição se realize".

 

"O senhor ministro tem de cumprir o potestativo, tem de ser ouvido em comissão sobre aquele tema, mas as datas são em função da agenda do senhor ministro", acrescentou José Manuel Canavarro.

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