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PSD diz que em 13 mil serviços do Estado só 2 mil prestam serviço aos cidadãos (act)

Deputada do PSD defende eliminação de sobreposições e apresenta dados contestados pelos sindicatos e pela oposição.

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De 13 mil serviços "observados" no Estado apenas 2 mil prestam serviço directo aos cidadãos, referiu esta quarta-feira a deputada Conceição Ruão, do PSD.

 

Os dados foram referidos no debate da especialidade sobre o diploma que vai reintroduzir cortes salariais aos funcionários públicos com salários brutos superiores a 1.500 euros.

 

Parecem ser retirados do odcumento sobre a estratégia para a reorganização dos serviços de atendimento da administração pública, o programa Aproximar, onde já se dizia que à data de Janeiro de 2014 havia 12.910 serviços e equipamentos públicos, cerca de dois mil dos quais de atendimento.

 

Mais tarde, em declarações ao Negócios, a deputada referiu que a informação, prestada pelo Governo, não inclui todos os serviços. No entanto, defendeu que "é preciso encontrar soluções" para os 11 mil serviços que restam.

 

Questionada sobre se o atendimento ao público é a única forma de prestação de serviço público a deputada respondeu que não, mas defendeu a necessidade de um trabalho de "auditoria" sobre as funções destes serviços.

 

"É preciso ver se há sobreposições, se há serviços que podem ser fundidos, o que não se pode ter são serviços que se alimentam a si próprios", sustentou. "É preciso fazer uma análise de funções", acrescentou.

 

Os dados foram apresentados numa audição aos sindicatos sobre a proposta que reintroduz os cortes salariais que vigoraram entre 2011 e 2013 e que atingem salários acima dos 1.500 euros. A proposta admite que parte dos cortes se mantenham até ao final de 2018.

 

Sindicatos e deputados da oposição questionaram os números apresentados.

 

"Há mais de 3500 freguesias que prestam serviços de proximidade, além de escolas e autarquias", reagiu José Abraão, dirigente da Fesap.

 

"Gostava de saber onde estão onze mil serviços a fazer o quê? A prestar serviços pessoais? Só se for nos gabinetes [dos ministros]", reagiu Mariana Aiveca, do Bloco de Esquerda, considerando esta informação um "disparate".

 

[Actualizado às 15h50 com a informação do relatório do programa Aproximar e pequenas correcções ao texto]

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