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Salários do Estado estão a subir 1,8%

Os vencimentos de diplomatas, magistrados, dirigentes e políticos são os que mais sobem, com aumentos de entre 4% e 7%. É o resultado da progressiva redução dos cortes salariais e da recomposição do perfil de funcionários.

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A remuneração média total bruta dos trabalhadores – o chamado "ganho", que inclui suplementos – era em Abril de 2016 de 1.642 euros mensais, num aumento homólogo de 1,8%. Esta evolução decorre do efeito conjugado da redução dos cortes salariais, do aumento do salário mínimo, e da própria recomposição do perfil de funcionários, que também influencia as remunerações médias.

Quase todas as categorias profissionais registam uma subida no vencimento total médio, mas nalguns casos o aumento é bem mais pronunciado. Diplomatas (7,3%), magistrados (5,5%), dirigentes superiores (4,3%) e políticos (4%) lideram a subida. Esta variação pode estar relacionada com o facto de estas categorias terem salários mais elevados, o que no passado implicou maiores cortes salariais e agora deverá implicar uma recuperação mais expressiva do rendimento.

O destaque divulgado esta sexta-feira pela Síntese Estatística do Emprego Público (SIEP) destaca antes a variação do salário base (sem suplementos), que aumentou em média 2,1% em termos homólogos.

Em 2016, a redução remuneratória aplicada em 2014 (de 3,5% a 10% acima dos 1.500 euros) está a ser progressivamente eliminada. No primeiro trimestre anulou-se 40% do corte e no segundo trimestre 60%. A lei prevê que a partir de Julho já só se apliquem 20% dos cortes originais e que estes desapareçam por completo em Outubro.

Os trabalhadores em requalificação – que são agora cerca de 500 – também apresentam uma subida do salário médio muito expressiva, de 15,6% em termos homólogos, para 603,5 euros. Neste caso, o aumento do salário mínimo, conjugado com a recomposição do grupo, que num ano passou a ter menos de metade dos funcionários, pode ter sido decisivo.

Para o próximo ano, não estão previstas alterações. O Governo assumiu em Abril que os salários vão ficar congelados e as instruções para a preparação do Orçamento do Estado confirmam essa intenção. As progressões não deverão ser desbloqueadas antes de 2018.

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