Função Pública Simulações: Funcionários públicos ficam melhor do que em 2012 mas pior do que em 2013

Simulações: Funcionários públicos ficam melhor do que em 2012 mas pior do que em 2013

Comparando com este ano, todos os funcionários públicos que ganham acima de 600 euros vão perder rendimento em virtude dos novos e mais abrangentes cortes.
Simulações: Funcionários públicos ficam melhor do que em 2012 mas pior do que em 2013
Reuters
Manuel Esteves 21 de outubro de 2013 às 00:01

A maioria dos funcionários públicos estará em 2014 numa situação melhor do que em 2012, quando foi suspenso o pagamento dos subsídios de férias e Natal. A excepção, como reconheceu o Ministério das Finanças, é para os trabalhadores com salários entre 500 e 700 euros. No entanto, comparando com este ano, todos os funcionários públicos que ganham acima de 600 euros vão perder rendimento em virtude dos novos e mais abrangentes cortes.

 

 
O Negócios pediu à consultora PwC para medir o impacto das várias medidas de austeridade que afectaram os salários dos funcionários públicos e as pensões da Caixa Geral de Aposentações e da Segurança Social. A PwC calculou os efeitos da suspensão dos subsídios (em 2012) da aplicação da contribuição extraordinária de solidariedade, do “enorme aumento de impostos” (em 2013 e em 2014), da redução das pensões por via da convergência e do novo corte nos salários (em 2014), para 16 escalões de rendimento distintos. Não foram consideradas outras medidas que reduziram os rendimentos de funcionários e reformados: o aumento dos descontos obrigatórios para a ADSE, de 1,5% para 2,5%, o corte numa pequena parte das pensões de sobrevivência e a desvalorização provocada pelo aumento da inflação. 

 

Nota metodológica:

*Por rendimento líquido entende-se o rendimento bruto deduzido de impostos e dos cortes aplicados aos salários ou pensões em cada ano.

 

As simulações da PwC assentam num conjunto de pressupostos que é preciso ter em conta:

- Situação pessoal do titular de rendimentos: solteiro, sem filhos;

- Não foram consideradas quaisquer deduções à colecta (despesas de saúde, educação, etc.) nem benefícios fiscais;

- Nos cálculos referentes aos pensionistas da CGA, considerámos pensionistas com idade inferior a 75 anos;

- Assumiu-se que o resultado da convergência das pensões da CGA com as pensões do CNP resulta numa redução de 10% nas primeiras.

- No cálculo do IRS dos funcionários públicos, assumimos contribuições para o regime geral de Segurança Social à taxa de 11%;

 

A PwC também optou por não considerar o agravamento dos descontos para a ADSE, que passaram de 1,5% para 2,5%, e que reduzem em 1% pensões e salários. Todos os cálculos são com valores nominais, ignorando-se a evolução dos preços. 

 




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