Função Pública Sindicatos estimam maior adesão à greve na Saúde do que na Educação (act)

Sindicatos estimam maior adesão à greve na Saúde do que na Educação (act)

A Federação da CGTP aponta para uma adesão global de 70% a 80%, considerando o universo de 293 mil trabalhadores que representa. O ministério das Finanças ainda não fez comentários.
Sindicatos estimam maior adesão à greve na Saúde do que na Educação (act)
Miguel Baltazar/Negócios
Catarina Almeida Pereira 29 de janeiro de 2016 às 12:28

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Funções Públicas, da CGTP, estima que a adesão à greve ronde os 70% a 80% de um universo de 293 mil trabalhadores que a federação representa, pertencentes sobretudo a carreiras gerais da administração pública. Contactado, o ministério das Finanças e da Administração Pública ainda não fez qualquer apreciação sobre a adesão à greve.

"A média da adesão à greve é de entre 70% e 80%", disse ao Negócios Ana Avoila (na foto), explicando depois que está a considerar como universo os 293 mil funcionários, sobretudo de carreiras gerais, que são representados pela Federação da CGTP que convocou a greve.

Adesão na Saúde é mais elevada

"Na Saúde a adesão é mais elevada", prosseguiu. Nas urgências, excepto no Algarve, está a 100%. As consultas estão à volta de 90% nos hospitais. O Centro de Saúde de Sete Rios, o maior de Lisboa, tem 90% de adesão".

Em reacção à greve, o ministro da Saúde afirmou esta sexta-feira que a greve afecta o sector e  "prejudica sempre, porque há menos atividade programada", mas classificou o protesto de "uma circunstância normal".

"É um direito legítimo dos trabalhadores, um Estado de direito a funcionar, o governo a governar e os sindicatos a exercerem as suas responsabilidades cívicas e sociais. Não há sobre isso nenhuma dificuldade", disse Adalberto Campos Fernandes, à margem das Jornadas de Atualização em Doenças Infeciosas do Hospital Curry Cabral, em Lisboa, citado pela agência 

Segundo o sindicato dos enfermeiros, a greve destes profissionais pela reposição das 35 horas de trabalho semanais para todos os profissionais situa-se nos 77%. O ministro da Saúde disse não ter ainda números oficiais de adesão à greve, os quais deverá conhecer "ao fim da tarde".

A greve desta sexta-feira foi convocada pela Federação Nacional de Sindicatos afecta à CGTP e também pelo Sindicato dos Enfermeiros. O projecto apresentado pelo PS para a redução das 35 horas não abrange todos os enfermeiros, podendo criar novas diferenças entre os profissionais que trabalham lado a lado, uma vez que exclui as pessoas com contrato individual de trabalho. No entanto, o PS já admitiu que este ponto pode ser alterado durante a especialidade.

Na Educação, diz Ana Avoila, a adesão é mais baixa, estimada em 70% a 80%, com "centenas" de escolas fechadas, garante. Neste caso estão em causa sobretudo os auxiliares e o pessoal administrativo, já que os professores ficaram de fora deste protesto por não terem sido afectados pelo aumento do horário de trabalho para 40 horas.

Notícia actualizada às 13:00 com mais informação





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