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STE acusa Governo de querer extinguir ADSE e ceder a pressões das seguradoras

A presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Helena Rodrigues, considerou esta quarta-feira que a proposta de privatização da ADSE significa a extinção deste subsistema de saúde e acusou o Governo de ceder a pressões das seguradoras.

Bruno Colaço/Correio da Manhã
Lusa 03 de Agosto de 2016 às 09:44
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"Vamos ver o que o Governo decide, mas a proposta de privatização tal como está, extingue a ADSE e cria qualquer outra coisa que logo se vê se as pessoas vão aderir ou não, mas extingue e nós consideramos que é um erro. (...) Entendemos também que o Governo sucumbiu àquilo que é a pressão das seguradoras para que a ADSE fosse extinta", disse à agência Lusa Helena Rodrigues (na foto) esta quarta-feira, 3 de Agosto.

 

O relatório final da Comissão de reforma da ADSE (Assistência na Doença aos Servidores do Estado), tornado público na terça-feira, defende que a nova entidade deverá ser pessoa colectiva de direito privado, de tipo associativo, sem fins lucrativos e de utilidade administrativa.

 

"As conclusões vêm na sequência do primeiro relatório preliminar, não têm em conta observações e aquilo que foi a resposta dada pelas organizações sindicais e ao que sabemos um número significativo de beneficiários da ADSE que enviaram o seu e-mail dizendo qual era o modelo que pretendiam e qual era o modelo de organismo", disse.

 

De acordo com a presidente do STE, a ADSE é parte integrante da relação laboral do Estado com os seus trabalhadores, bem como do compromisso com os aposentados " e é neste contexto que deve manter-se".

 

"A ADSE faz parte da relação laboral e daquilo que é o contrato feito com os trabalhadores da administração pública, porque isto faz parte das negociações daquilo que é o seu pacote de condições de trabalho tal como outras condições fazem", sublinhou.

 

Segundo Helena Rodrigues, a ADSE é inteiramente suportada pelos beneficiários.

 

"Todos sabemos que os relatórios do Tribunal de Contas têm dito que alguns serviços foram indevidamente pagos, nomeadamente nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira. Não conseguimos perceber a divulgação do relatório quando já tinha sido feita a divulgação do preliminar", concluiu.

 

O modelo da ADSE recomendado pela comissão, presidida pelo especialista Pedro Pita Barros, defende que a nova entidade se torne numa "pessoa colectiva de direito privado", na qual o Estado não tem responsabilidade financeira, mas acompanha e fiscaliza a sua actividade.

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