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Público: Estratégia do Governo para contornar renegociação da dívida é absorver mais fundos europeus

Sem margem de manobra para estimular a economia portuguesa, o Governo pretende negociar com Bruxelas um reforço dos fundos comunitários, escreve hoje o Público. A alternativa seria renegociar a dívida.

Miguel Baltazar
Negócios 22 de Março de 2016 às 08:59
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Perante as restrições financeiras que as exigências de défice trazem, o Executivo de António Costa não tem tarefa fácil para colocar a economia a crescer. O Público escreve hoje que o Governo está convencido que só existem dois caminhos: diminuir o serviço da dívida, que está perto dos oito mil milhões por ano; ou absorver mais transferências de fundos europeus no âmbito do Portugal 2020 – Programa Nacional de Reformas.

 

"É preciso arranjar dinheiro para desenvolver o país o que não conseguimos com o peso dos juros. Ou gastamos menos com a dívida ou temos mais receita para que proporcionalmente custe menos", disse ao Público um membro do Governo que não é identificado.

 

Para já, António Costa não pretende explorar a primeira via, temendo a reacção dos parceiros europeus, principalmente da Alemanha. Resta, assim, tentar negociar mais fundos europeus para Portugal, através da contratualização de programas específicos. Algo que o anterior Governo já tinha feito. Exemplos disso mesmo seria um programa para combate ao abandono escolar. O objectivo é que estes programas cumpram critérios de reforço de competitividade e que as parcelas de financiamento cheguem à medida que esses critérios sejam cumpridos.

 

O diário noticia ainda que o momento de arranque deste debate será no dia 29 de Março, durante uma Conferência Nacional de Reformas, onde será discutido um novo Plano Nacional de Reformas assim como alterações ao Plano de Estabilidade.

 

Quanto à dívida pública, a estratégia do Governo é esperar que o tema da reestruturação surja oficial e publicamente nas reuniões da União Europeia, levantada pelo primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.

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