Economia Fundos Europeus: 5 regras de ouro para uma candidatura

Fundos Europeus: 5 regras de ouro para uma candidatura

Desde a preparação de uma candidatura até à sua execução, há várias cuidados a levar em conta. Pedro Cilínio, do IAPMEI, deixa cinco regras de ouro para as empresas terem em conta.
Fundos Europeus: 5 regras de ouro para uma candidatura
Miguel Baltazar/Negócios
Elisabete Miranda 17 de abril de 2016 às 22:30

1. Pensar nas candidaturas como uma proposta a um cliente

"Deve pensar-se numa proposta de candidatura como se se tratasse de uma proposta a apresentar a um cliente". Este é um dos conselhos deixados por Pedro Cilínio a quem queira candidatar-se aos fundos europeus. E isto porque "tal como nas propostas comerciais, as candidaturas são avaliadas pelo que lá está, não pelo que não está lá - se as ideias são muito boas, mas não estão lá expressas, isso não poderá ser tido em conta" na avaliação.

2. Não confundir o papel das empresas com o dos consultores

"Se forem empresas, não deixem que os consultores apresentem os projectos sem vocês os verem primeiro; se forem consultores não deixem que as empresas se ponham a apresentar projectos sem que primeiro validem o que elas querem apresentar". Este foi o segundo conselho do director do IAPMEI e funda-se no facto de os papéis de empresa e consultor serem distintos. O projecto dará origem a um contrato ao qual a empresa se vincula por vários anos - e que, em caso de incumprimento, resulta em penalizações.

3. Assegurar a coerência dos pressupostos e dos objectivos

Os projectos têm de ter coerência quer em termos de prazos quer nos pressupostos e metas económicas que assume. As projecções de vendas, dos custos e das rentabilidades assumidas nas candidaturas têm de ser coerentes com o histórico da empresa e com o mercado: "É preciso que o mercado valide os pressupostos que estão a ser assumidos", adverte Pedro Cilínio.

4. O sucesso mede-se pela execução, não na aprovação do projecto

"O sucesso do seu projecto nunca está na sua aprovação, está na sua execução". É outra das regras de ouro para as quais o director do IAPMEI chama a atenção. "O sucesso do projecto mede-se pelos objectivos atingidos em função das metas, pelos investimentos realizados, pela inovação que se concretiza e dá vantagens competitivas, porque em ultima análise é o que importa". A aprovação da candidatura não significa nada, se não houver capacidade de concretização.

5. Documentação, organização e monitorização são cruciais

Os projectos são sujeitos a várias auditorias pelo que é bom que os dossiês estejam bem documentados e organizados. "As empresas devem também fazer o seu "due diligence", isto é, olhar para os contratos, ver quais os aspectos que têm de ser cumpridos, e colocar isso na sua monitorização estratégica". Se por exemplo acharem que o projecto vai derrapar, é fazer o pedido de extensão dos prazos antecipadamente e não após a derrapagem.



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