Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Bruxelas quer que multinacionais divulguem impostos que pagam em cada país

A iniciativa legislativa é apoiada por Jean-Claude Juncker e deverá ser anunciada pela Comissão Europeia em Abril, de acordo com o The Guardian. O objectivo é divulgar os impostos pagos em cada país.

Jean-Claude Juncker
Negócios jng@negocios.pt 08 de Fevereiro de 2016 às 11:14
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

As multinacionais americanas como a Google, o Facebook ou a Amazon vão ser obrigadas a divulgar publicamente as suas receitas e o pagamento de impostos na Europa, segundo avança o The Guardian, que descreve uma nova legislação europeia que estará a ser preparada.

De acordo com fontes europeias citadas pelo jornal britânico, o objectivo é obrigar as maiores empresas a revelar os seus lucros e os impostos que pagam em cada país que operam na União Europeia.

Jean-Claude Juncker (na foto), presidente da Comissão Europeia, será favorável à iniciativa.

A Comissão Europeia "está actualmente a finalizar o trabalho prévio. É provável que haja uma iniciativa legislativa anunciada no início de Abril", afirma uma fonte não identificada. "Vai atingir as multinacionais… E não só as da União Europeia", diz.

Como explica o The Guardian, a divulgação país a país é relevante porque nesse cenário será mais difícil às grande empresas fazer acordos secretos com os diferentes governos sobre a forma de declaração dos seus lucros.

Além deste pacote de propostas, a Comissão Europeia tem vindo a avançar com processos de investigação sobre a eventual existência de auxílios de Estado naqueles casos em que o baixo nível de tributação resulta de acordos especiais negociados directamente com os Estados, como aconteceu 
no Luxemburgo e na Bélgica. A Irlanda também está a ser investigada, por causa de empresas como a Apple, embora até agora não sejam conhecidas as conclusões de Bruxelas. 

Entretanto, por iniciativa própria, vários países começaram a negociar directamente com algumas das principais multinacionais, tendo já havido acordos de pagamento daquilo que se entendem ser os "impostos justos", um conceito que há uns anos estava abolido do léxico fiscal das empresas. O mais recente foi feito no Reino Unido com a Google. A Amazon em vários países ou o caso da Apple em Itália são alguns desses exemplos. 

Ver comentários
Saber mais Impostos Comissão Europeia Jean-Claude Juncker Google Facebook Amazon
Mais lidas
Outras Notícias