Impostos Cameron insiste que a sua família não beneficia de fundos "offshore"

Cameron insiste que a sua família não beneficia de fundos "offshore"

O gabinete do primeiro-ministro voltou a explicar que Cameron e a sua família não beneficiam, nem vão beneficiar no futuro, de qualquer fundo "offshore", depois do nome do seu falecido pai ter sido envolvido nos Papéis do Panamá.
Cameron insiste que a sua família não beneficia de fundos "offshore"
Reuters
Rita Faria 06 de abril de 2016 às 11:36

O primeiro-ministro britânico tem estado debaixo de fogo desde que o nome da sua família se viu envolvido no escândalo dos Papéis do Panamá. Esta quarta-feira, 6 de Abril, o porta-voz de Cameron voltou a afirmar que o chefe do Governo britânico e a sua família não têm qualquer ligação com paraísos fiscais.

 

"O primeiro-ministro David Cameron, a sua esposa e os seus filhos não vão beneficiar, no futuro, de quaisquer fundos offshore", garantiu o porta-voz, citado pela Reuters.  

 

As declarações surgem depois de, ontem, o gabinete de Cameron ter esclarecido que o chefe do Executivo não beneficia, no presente, de quaisquer fundos, sem explicar, contudo, se poderá vir a beneficiar no futuro.

 

O falecido pai de David Cameron, Ian, está na lista de nomes associados ao escândalo "Panama Papers", que revelou as ligações a paraísos fiscais de centenas de figuras públicas, entre as quais antigos e actuais dirigentes políticos.

 

O primeiro-ministro do Reino Unido tem feito campanha com a sua luta contra a evasão fiscal em territórios com ligação ao país, como as Ilhas Virgens Britânicas e as Ilhas Caimão. O Partido Trabalhista diz agora que o caso "Papéis do Panamá" mostra como o Governo não foi capaz de resolver o problema.   

O deputado da oposição Wes Streeting, membro da Comissão de Finanças do Parlamento, considera que o comunicado do gabinete do primeiro-ministro é bem-vindo, embora ainda haja dúvidas.

 

"De um ponto de vista público, a questão é saber se, quando o nosso primeiro-ministro diz que está a combater a evasão fiscal, estamos absolutamente certos de que ele não tem interesses?", referiu em declarações à BBC.

 

O Telegraph avança esta quarta-feira que o fundo de Ian Cameron, Blairmore Holdings, transferiu as suas operações para a Irlanda em 2010, ano em que Cameron se tornou primeiro-ministro. Uma fonte citada pela publicação explica que os responsáveis pelo fundo acreditavam que este seria alvo de um maior escrutínio. 




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