Impostos Carga fiscal em Portugal foi a que mais aumentou na União Europeia

Carga fiscal em Portugal foi a que mais aumentou na União Europeia

A carga fiscal passou de 31,1% em 2000 para 33,2% em 2011. Foi o terceiro maior aumento na União Europeia, depois de Malta e Chipre. Entre 2010 e 2011 o agravamento fiscal em Portugal foi mesmo o mais acentuado entre os 27 países da UE. Já a taxa máxima sobre rendimentos singulares é agora, em 2013, a quarta mais alta entre as praticadas nos Vinte Sete, revela o Eurostat.
Carga fiscal em Portugal foi a que mais aumentou na União Europeia
Eva Gaspar 29 de abril de 2013 às 11:29

Apesar de se manter aquém da média comunitária (que se situa em 38,8%), Portugal foi dos países da União Europeia onde a carga fiscal, medida pelo peso das receitas fiscais no PIB, mais se agravou entre 2000 e 2011, ao passar de 31,1% para 33,2%. Foi o terceiro maior aumento na União Europeia, depois de Malta e Chipre.

 

Entre 2010 e 2011 o agravamento fiscal em Portugal foi mesmo o mais acentuado entre os 27 países da UE. Os dados estatísticos, publicados nesta segunda-feira, 29 de Abril, pelo Eurostat, confirmam a persistência de disparidades significativas na carga fiscal que, em 2011, variava entre 26% na Lituânia e 47,7% na Dinamarca.

 

O comunicado do Eurostat, que resume as grandes tendências na fiscalidade europeia, confirma ainda que os impostos sobre os rendimentos de trabalho continuam a ser a maior fonte de receita dos Estados europeus, assegurando quase metade do total dos ingressos fiscais. Seguem-se os impostos sobre o consumo (que contribuem em cerca de um terço para o volume total de receitas fiscais) e os que oneram o capital (contribuem em cerca de um quinto).

 

No caso de Portugal, as taxas de imposto implícitas sobre o trabalho (que medem o que se paga em impostos e contribuições sociais face ao valor das remunerações brutas) também foram das que mais subiram, passando de 22,3% em 2010 para 25,5% em 2011. Ainda assim, este valor permanece aquém da média europeia, que passou de 35,4% em 2010 para 35,8% em 2011.

 

As taxas de imposto implícitas sobre o consumo mantiveram-se inalteradas na média dos 27 países da UE, em 20,1%, sendo que em Portugal desceram marginalmente de 18,3% para 18%.

 

Já a taxa de imposto implícita sobre o capital desceu na Zona Euro (não há dados para a UE) de 29,9% para 28,9%, tendo em Portugal subido de 31,1% em 2000 para 31,6% em 2010. Taxas de imposto implícitas sobre o capital são as que registam as mais amplas divergências na Europa, oscilando entre 5,5% na Lituânia a 44,4% em França.

 

O Eurostat apresenta dados mais recentes, relativos a 2013, para as taxas máximas de imposto. No caso do IRS, a taxa máxima de 53% faz de Portugal o quarto país onde os rendimentos mais elevados são mais fortemente tributados. A Suécia, com uma taxa marginal máxima de 56,6%, lidera a lista.




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