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Fisco penhora e leva a leilão mais de uma dezena de caixões

Os bens inusitados que estão actualmente em dois leilões destinam-se a pagar dívidas ao fisco deixadas por duas agências funerárias, avança a TSF. O sindicato do Fisco diz que não é caso original e que há outros leilões "caricatos."

Bruno Simão/Negócios
Negócios jng@negocios.pt 12 de Abril de 2017 às 09:09
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A Autoridade Tributária tem dois leilões em curso para a venda de caixões resultantes de penhoras a duas agências funerárias, uma situação que a associação do sector diz ser "anedótica", pedindo aos seus associados para que não comprem os objectos.

A notícia é avançada esta quarta-feira, 12 de Abril, pela TSF, que conta que a penhora resultou de multas não pagas ou dívidas de empresas em Gaia e na Amadora e que os 13 caixões estão agora a licitação por um valor-base que, em conjunto, aponta para números na ordem dos 2.700 euros.


A Associação dos Agentes Funerários de Portugal admite a lógica na penhora dos caixões, pelo seu valor, mas apela aos empresários do sector para que não comprem os objectos nos leilões, na esperança de que nenhum particular também os queira adquirir, deixando assim o leilão deserto.


"Parecem um bocadinho anedóticos", afirma o presidente da associação, João Barbosa, sobre estes procedimentos. O responsável diz nunca ter visto uma penhora de caixões a funerárias, apenas a fabricantes.

Já Paulo Ralha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, diz que este não é um caso "original", uma vez que o valor em dívida tem de ser penhorado qualquer que seja o bem envolvido. Como foi o caso de outro caso "caricato", como a penhora de um lote de cuecas fio dental para pagar uma dívida ao fisco, conta Ralha à TSF.

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