Impostos Identidade de milhares de detentores de contas "offshore" revelada por jornalistas

Identidade de milhares de detentores de contas "offshore" revelada por jornalistas

Uma rede internacional de jornalistas teve acesso a milhões de ficheiros que mostram o secreto mundo dos paraísos fiscais. Entre os segredos revelados está a identidade de milhares de detentores de contas bancárias "offshore".
Identidade de milhares de detentores de contas "offshore" revelada por jornalistas
Diogo Cavaleiro 04 de abril de 2013 às 14:33

Dois milhões de e-mails, quatro bases de dados de grandes dimensões. Informações sobre mais de 122 mil empresas ou fundos “offshore”, constituídos em paraísos fiscais. A identidade de milhares de detentores da riqueza espalhada pelo mundo. Tudo num aparelho informático com 260 gigabytes de informação. O equivalente a meio milhão de livros.

 

Os pormenores são dados pelo “The Guardian”, que revelou o trabalho de investigação feito pelo International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ), uma rede de 160 jornalistas espalhados por mais de 60 países (em Portugal, está assinalada a participação de Rui Araújo nesta rede), que colaboram na investigação de vários temas. Neste trabalho específico, que se prolongou por 15 meses, estiveram envolvidos 86 jornalistas de 46 países.

 

Um dos temas examinados pelo ICIJ foi a indústria financeira “offshore” e foram já reveladas várias identidades de personalidades com contas e empresas nestes paraísos fiscais, com destaque para as Ilhas Virgens Britânicas, nas Caraíbas.


Transferências bancárias e ligações entre empresas e personalidades fazem parte da fuga de informação hoje protagonizada e que, segundo a rede de jornalistas, mostra como este mundo secreto das finanças mundiais “se espalhou agressivamente pelo globo” facilitando a fuga de impostos e impulsionando a corrupção.

 

Os documentos mostram, segundo conta a rede jornalística, como alguns milionários conseguiam, através de estruturas complexas, ser donos de mansões e de activos de arte, “conseguindo benefícios fiscais e anonimato que não estão disponíveis a uma pessoa mediana”. Um dos exemplos dados é a baronesa espanhola Carmen Thyssen-Bornemisza, donos da fundação com o apelido em Madrid. Mas os envolvidos neste mundo financeiro são muitos e envolvem milionários, políticos e seus familiares, magnatas internacionais, entre outros.




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