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Itália e Suíça acordam troca de informação bancária entre os dois países

Os dois países firmaram esta terça-feira um acordo que permite a troca de informação relativa aos registos bancários dos dois países, devendo esta troca tornar-se automática a partir de 2018. Roma espera encaixar pelo menos 6,5 mil milhões de euros após cobrança de impostos sobre poupanças de italianos na Suíça.

Pier Carlo Padoan
Pier Carlo Padoan Bloomberg
24 de Fevereiro de 2015 às 16:23

A Itália e a Suíça acordaram esta terça-feira, 24 de Fevereiro, a troca de informação bancária entre os dois países, cuja aplicação automática entra em vigor a partir de 2018. Este acordo permitirá delimitar a abrangência referente à figura de segredo bancário, garantindo ao Estado italiano o acesso a informação sobre potenciais casos de evasão fiscal.

Segundo o La Repubblica, o acordo que assume efeitos já em 2015, permite à Suíça sair da lista negra italiana de paraísos fiscais. O acordo classificado de "sucesso" por Pier Carlo Padoan, ministro da Economia italiano e responsável pela condução das negociações, permitirá ao Estado italiano arrecadar pelo menos 6,5 mil milhões de euros resultantes do pagamento de impostos sobre as poupanças de cidadãos italianos depositadas em bancos suíços, e que estão avaliadas em torno dos 30 mil milhões de euros. Para que tais números se verifiquem, bastará que apenas 20% das poupanças italianas depositadas na Suíça adiram à operação que promove a legitimação e reentrada de capital no país. 

Esta previsão conta com a medida aprovada em Dezembro pelo senado italiano, similar ao regime excepcional de regularização tributária (RERT). O Executivo pretende assim reduzir o défice público recorrendo a património não conhecido ou somente parcialmente conhecido.

O acordo firmado entre Padoan e a homóloga suíça Evelin Widmer-Schlumpf prevê ainda a criação de uma agenda que irá enquadrar o diálogo entre os dois países no que diz respeito a matérias fiscais e financeiras. Segundo o La Repubblica, este acordo permite às autoridades italianas identificar "imediatamente" potenciais evasores fiscais que detenham património em território suíço.

Matteo Renzi, primeiro-ministro italiano, numa mensagem via Twitter, saudou o facto de "vários mil milhões de euros vão regressar ao Estado".

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