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Kremlin diz que acusações contra Putin têm como objectivo desacreditar o Presidente

A presidência russa justifica as notícias que envolvem Putin num esquema de evasão fiscal com a "putinofobia" e a campanha de desacreditação do chefe de Estado antes das eleições no país.

Em primeiro lugar surge o presidente russo Vladimir Putin, que “continua a provar que é um dos poucos homens no mundo poderoso o suficiente para fazer o que lhe apetece – e sair impune disso”, escreve a Forbes, fazendo referência ao conflito da Crimeia e aos ataques conduzidos contra o autoproclamado Estado Islâmico na Síria
Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 04 de Abril de 2016 às 13:53
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O porta-voz do presidente russo Vladimir Putin defendeu esta segunda-feira, 4 de Abril, que as notícias que dão conta do envolvimento do chefe de Estado com esquemas de evasão fiscal destinam-se simplesmente a desacreditar Putin antes das eleições no país.

"O principal alvo desta desinformação é o nosso presidente, especialmente no contexto das próximas eleições parlamentares e no contexto de uma perspectiva de longo prazo - quero dizer, das eleições presidenciais daqui a dois anos", afirmou Dmitry Peskov numa teleconferência com jornalistas, citado pela Reuters.

"Esta 'putinofobia' no exterior chegou a tal ponto que é, de facto, um tabu dizer algo de bom sobre a Rússia, ou sobre quaisquer acções ou realizações por parte da Rússia. É uma obrigação dizer coisas más, um monte de coisas más, e quando não há nada a dizer, deve inventar-se. Isto é evidente para nós", acrescentou.

Peskov disse ainda que a investigação foi realizada por ex-membros da CIA ou do Departamento de Estado norte-americano: "Conhecemos esta denominada comunidade jornalística", disse, referindo-se ao Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação, que divulgou os "Papéis do Panamá". "Há muitos jornalistas cuja profissão principal é improvável que seja o jornalismo, muitos antigos membros do Departamento de Estado, da CIA e de outros serviços especiais".

O porta-voz recusou comentar as informações contidas nos documentos, afirmando haver "falta de pormenores" e serem "baseadas em alegações e especulações": "Com base no que disse, não queremos responder e não vamos responder".

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