Impostos Ministros das Finanças da UE vão discutir Papéis do Panamá no próximo encontro

Ministros das Finanças da UE vão discutir Papéis do Panamá no próximo encontro

Numa carta enviada ao presidente da Comissão Europeia, Dijsselbloem informa que vai colocar o tema dos Panama Papers na agenda do próximo encontro do Ecofin a 22 de Abril.
Ministros das Finanças da UE vão discutir Papéis do Panamá no próximo encontro
Rita Faria 07 de abril de 2016 às 10:05

Os Papéis do Panamá vão estar na agenda do próximo encontro informal dos ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin), que terá lugar a 22 de Abril em Amesterdão.

 

A informação consta de uma carta enviada pelo presidente do Eurogrupo e ministro das Finanças da Holanda, Jeroen Dijsselbloem, ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. A missiva foi publicada pelo porta-voz de Dijsselbloem no Twitter.

 

O presidente do Eurogrupo espera medidas imediatas por parte dos Estados-membros, que devem actuar para reforçar o combate à evasão fiscal e lavagem de dinheiro.  

 

"A recente divulgação dos chamados Panama Papers tem alimentado o debate sobre a evasão fiscal e lavagem de dinheiro. Os Estados-membros anunciaram diferentes medidas como resposta a esta nova divulgação de informações. Esperam-se acções por parte das autoridades fiscais e organismos de supervisão em muitos Estados-membros, bem como acções políticas imediatas", refere Dijsselbloem na carta enviada a Juncker.

 

Assim, "é minha intenção colocar este assunto na agenda", continua Dijsselbloem. "Seria útil que a Comissão pudesse fornecer-nos uma reacção política, ou seja, uma visão geral das suas iniciativas na luta contra a lavagem de dinheiro, evasão e fraude fiscal".

 

Os Panama Papers, que expõem as ligações a paraísos fiscais de centenas de políticos e figuras públicas, trouxeram o tema da fuga aos impostos para o centro do debate nos últimos dias, com vários países a anunciarem investigações sobre os nomes envolvidos.

 

Austrália, Nova Zelândia, França, Costa Rica, México, Espanha e o próprio Panamá foram dos primeiros a reagir, com os seus governos a garantirem que vão acompanhar o caso de perto.

 

Depois do escândalo estourar, no passado domingo, o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, mostrou-se agradado com as notícias, por estas constituírem armas políticas importantes para o combate à evasão fiscal.

 

"É uma excelente notícia porque nos dá as armas políticas para dizer ‘basta’", afirmou Moscovici, numa entrevista à rádio francesa RTL.

 

"Haverá sempre uma luta a travar contra a evasão fiscal, a fraude fiscal, os comportamentos criminais e a corrupção. Haverá sempre uma competição entre as autoridades públicas, os criminosos e os que os apoiam", acrescentou o comissário.




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