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Parlamento também vai ouvir o sub-director-geral do Fisco esta sexta-feira

As principais figuras ligadas à lista VIP do Fisco vão ser ouvidas esta sexta-feira, dia 20 de Março, no Parlamento. A primeira audição é a de José Maria Pires, que se demitiu esta quinta-feira, seguindo-se Brigas Afonso e o secretário de Estado Paulo Núncio.

Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 19 de Março de 2015 às 17:53
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O número dois do Fisco, que se demitiu esta quinta-feira na sequência da polémica lista VIP, vai ser ouvido pela Comissão de Orçamento e Finanças do Parlamento esta sexta-feira, dia 20 de Março. A audição foi pedida pelo Bloco de Esquerda e fonte parlamentar informou o Negócios de que foi marcada para as 14h30. O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos acusa José Maria Pires de ser um dos responsáveis pela criação da lista.

 

O director-geral demissionário da Autoridade Tributária, António Brigas Afonso, que se demitiu na passada quarta-feira, dia 18, será ouvido logo de seguida, às 15h30. Uma das audições mais aguardadas será a de Paulo Núncio, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, que está marcada para as 16h30.

 

Paulo Núncio começou por negar que a lista VIP de contribuintes existisse, tal como a ministra das Finanças e o primeiro-ministro, mas entretanto o Executivo veio rever a sua posição. Esta quinta-feira, o ministro Marques Guedes afirmou que não existe uma lista VIP, mas sim "estudos autorizados ou trabalhos internos" para a criação dessa listagem.

 

"É grave que o senhor director-geral [Brigas Afonso] não tenha nem num primeiro momento avisado o Governo desse trabalho que estaria a ser preparado a nível da administração tributária, nem particularmente - eu acho que isso é que é particularmente grave, e isso é que levou à demissão do senhor director-geral – quando o Governo na semana passada lhe perguntou se havia alguma veracidade nestes factos", afirmou Marques Guedes, citado pela Lusa.

 

Brigas Afonso "respondeu ao Governo que não, com isso induzindo declarações quer do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais quer do senhor primeiro-ministro que, não sendo declarações erradas, são declarações incompletas", considerou o ministro.


Ao final da tarde desta quinta-feira serão ouvidos dois dirigentes das associações sindicais que representam os trabalhadores do Fisco.

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