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Sindicato dos impostos: "Em política não basta ser sério, é preciso parecer"

Paulo Ralha, presidente do STI, diz não acreditar que Rocha Andrade tenha tido qualquer intenção de conceder ou retirar benefícios ao aceitar o convite da Galp Energia, mas lembra a velha expressão de que "à mulher de césar não basta ser séria, tem de parecer".

Pedro Elias/Negócios
Filomena Lança filomenalanca@negocios.pt 04 de Agosto de 2016 às 13:38
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"Parece-nos que o Secretário de Estado agiu de boa-fé, mas em política à mulher de César não basta ser séria, tem de parecer". Paulo Ralha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) comenta, desta forma, a polémica instalada em torno do facto de o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade, ter aceite o convite da Galp para viajar até França para assistir a jogos da selecção portuguesa no Campeonato Europeu de Futebol.  

Paulo Ralha considera que se tratou de "uma ingenuidade". Tanto que, acrescenta, "não nos parece que o dr. Rocha Andrade tenha tido qualquer intenção de daí retirar quaisquer benefícios, quer com a Galp, quer com qualquer outra entidade".

 

"Lamentamos profundamente", conclui o presidente do STI que, no entanto, se recusa a retirar ilações políticas dos acontecimentos. "A avaliação política não nos compete, é uma leitura que tem de ser feita pelo secretário de Estado e pelo Governo", assinala. 

Além de três secretários de Estado (Fernando Rocha Andrade, João Vasconcelos e Jorge Costa Oliveira), também há deputados do PSD visados nas notícia sobre as viagens pagas a França por empresas, nestes casos, a Galp e o empresário Joaquim Oliveira.

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